ESPERANDO O DIA 17
Apesar de alguns tiroteios verbais entre os dois principais candidatos ao governo (Omar Aziz e Alfredo Nascimento), o clima da campanha eleitoral deste ano, iniciada oficialmente no dia 6, está mais para calmaria ou pré-aquecimento. O bom mesmo deve vir a partir de 17 de agosto, a 47 dias das eleições para escolha de presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Nesse dia, uma terça-feira, começa a campanha no horário gratuito de rádio e TV, que vai até 30 de setembro, três dias antes das eleições. Esse é o período mais animado da campanha, com as inevitáveis baixarias, que ninguém é de ferro. Isso na TV, principalmente, faz a alegria de muita gente que adora ver o circo pegar fogo.
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Enquanto não chega o dia 17, o governador Omar Aziz (PMN), na corrida pela reeleição, vem reforçando as viagens para o interior do Estado, via de regra numa grande caravana de correligionários e aliados, como o ex-governador governador Eduardo Braga (PMDB) e a deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB), candidatos ao Senado. Ontem à tarde, a comitiva estava em Caapiranga, depois de ter passado por municípios como Anamã, Anori, Beruri e Codajás. Os deputados Vicente Lopes (PMDB) e Conceição Sampaio (PP), candidatos à reeleição e o deputado Eron Bezerra (PCdoB), candidato a deputado federal, integravam a comitiva. Sábado será a vez de Manacapuru.
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Alfredo Nascimento vem apostado muito nas caminhadas pela cidade de Manaus e também do interior, a exemplo de Manacapuru, onde esteve na semana passada. Aliados de Alfredo concordam que a campanha dele ainda não deslanchou como deveria e se queixam da pouca estrutura para visitar todos os municípios e fazer frente ao “poderio” governamental ao alcance de Omar. Segundo um desses aliados, na verdade o governador, que por força da lei não pode mais contratar convênios, por exemplo, agora só tem de visitar os municípios e “fazer a devida cobrança” dos benefícios anteriores. Mas acreditar que Alfredo não tem grana - e muita - para tocar a campanha - é piada....
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É uma situação curiosa. Alfredo, detentor de um histórico governista, neste momento está “do outro lado”, mas tem o apoio do presidente Lula, a quem os dois lados na disputa prestam homenagem e se propõem a trabalhar para eleger Dilma Roussef (PT). Todos unidos num só coração para fazer da ex-ministra da Casa Civil a primeira mulher presidente do Brasil. As cotoveladas e chutes na canela só quando se tratar da eleição para governador, fica entendido.
LÁ VEM O HERBET
O incansável e persistente Herbert Amazonas (PSTU), candidato ao governo, informou ontem, no twitter, que todos os nomes de candidatos do partido serão anunciados no dia 31 deste mês, às 19h, no Sinttel, o Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicação, em frente da Igreja de Aparecida. Nada mais apropriado para o sindicalista Herbert, funcionário dos Correios, que fala em “festa de lançamento das candidaturas do PSTU”. Sem ele, a eleição não seria a mesma.
AS PROMESSAS DE CAMPANHA
Se tem uma coisa que todo candidato deve ter cuidado é com as promessas que faz para garantir votos à sua eleição. O deputado Josué Neto (PMN), por exemplo, está a prometer há alguns dias que seu site na web em breve vai estar no ar, mas o site não aparece. Se ele não consegue prever nem quando, exatamente, vai poder contar com essa ferramenta de campanha, imagine o cumprimento das promessas ‘mais sérias’ que ele, por ofício, vai ter que fazer.
NOMES ESTRANHOS
O registro, na Justiça Eleitoral, do nome pelo qual o candidato vai ser identificado na urna no dia das eleições cria algumas situações estranhas, senão bizarras. Até nome de loja, ou quase, é usado como pseudônimo de ‘político. Você votaria no Chiquinho das Lojas Rychardso, ou no Narf Maia? Pior, em tempos do politicamente correto e de campanhas antitabagismo tem ‘candidato’ que atende por ‘Charuto Já’, deve ter o patrocínio da indústria de tabaco e quer o voto dos fumantes.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.


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