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O homem das Mil e Uma Noites e o Senhor Morte


Por Raimundo de Holanda

26/05/2022 15h53 — em
Bastidores da Política



A história da queda e ascensão de Lula e seus amigos - da sua prisão ao  seu retorno como herói destes tempos conturbados - tem muito a ver com as lendas de Mil e Uma Noites na Arábia: "Aladim e a lâmpada mágica”, O pescador e o gênio, e… Bom, é perigoso falar do  conto mais famoso deste livro.

Mas chama atenção como os 40 ladrões se apossavam do ouro roubado  e como a figura do principal personagem dessa lenda se apropria do tesouro. Nenhum dos 40 ladrões desses dias é fritado em óleo, mas estão acintosamente requerendo a devolução do dinheiro que eles confessaram ter surrupiado do povo brasileiro.

E com razão. Afinal, a justiça do País anulou todos os processos, todas os  acordos de delação celebrados nos tribunais.

Mas, afinal, eles não confessaram que haviam roubado? Não é muita cara de pau requerer judicialmente a devolução do dinheiro (R$ 14 bilhões) entregue ao governo ou à Petrobras em razão de multas pagas à Receita Federal?

Este é o Brasil que conhecemos, de uma Justiça que muda rapidamente de entendimento, que transforma criminosos em inocentes.

Se existe um mau exemplo dado pelo Supremo Tribunal Federal, este é a anulação de delações e de inquéritos abertos contra o pessoal da "caverna do ouro". Ainda que os juízes de instâncias inferiores tenham de alguma forma errado, uma coisa é certa: havia crime, indícios de autoria, provas.

Mas o problema do brasileiro é outro, muito sério. Não ter opções de voto nas próximas eleições. Ou vota no homem da caverna de ouro ou no homem que distribui ou facilita a compra de armas, espalhando a morte pelo País, que rejeita a vacina e é co-responsável pela mortandade que assolou o Brasil nos últimos dois anos.

Vale a pena votar ?



Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.