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O DEDO DE AMAZONINO

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Por Holanda
10/07/2013 04h00 — em Coluna do Holanda

Amazonino Mendes é um político matreiro, sabe usar como ninguém a tática do jacaré: finge-se de morto pra distrair a presa e atacar. O surgimento de uma faixa na grade de proteção da Assembleia com a frase “Queremos de volta os verdadeiros fundadores da UEA!” confirma o dedo do Negão no movimento das ruas. Já se sabia que alguns líderes são ligados ao seu partido, o PDT. Mas agora, a tática da subjetividade publicitária mostra que o jacaré Negão não está mesmo morto.  Além disso, confirma outra digital: do seu mago particular do marketing, “El Bruxo” Egberto Batista, especialista em tumultuar a situação para reviver nomes fora de foco.

FINGIA DE MORTO

No tabuleiro político, é preciso ficar atento ao Negão, que completou 30 anos de vida política no dia 15 de março deste ano, quando foi eleito indiretamente em 1983, numa manobra de “esperteza” da então presidente da Assembleia Legislativa, deputada Beth Azize. O PMDB só teve 11 presentes, 10 votaram nele; o PDS tinha 11 presentes, votaram em branco. Beth deu seu voto de “minerva” para empatar e declarou Amazonino eleito. No plenário, Amazonino passou o tempo todo fingindo-se de morto, enquanto seu mentor, Gilberto Mestrinho agia pelo telefone.

SEXO, REBELIÕES... 

Leia clicando AQUI opinião  do Portal do Holanda sobre a pouca vergonha no sistema prisional do Amazonas.

DEPUTADOS COMEÇAM A RECUAR. NICOLAU RESPIRA 

Desde ontem à tarde, após uma longa conversa com o procurador geral Vander Góes, o deputado Ricardo Nicolau começou a respirar mais aliviado. Já há uma tendência que a representação contra ele, por suposta quebra de decoro parlamentar, não prospere. Mesmo tendo sido assinada por quatro deputados, teria vício de origem.

OPOSIÇAO RESISTE

Como em toda briga de poder existe sempre uma terceira via, a oposição já está decidida a retomar imediatamente a representação, buscando as oito assinaturas de deputados necessárias a que possa ser levada adiante. Mas esse capítulo vai ficar para depois do recesso parlamentar que começa neste final de semana. Até lá Nicolau vai respirar um pouco, torcendo para que Braga não tenha força para fazer os quatro pares do seu PMDB assinarem a nova petição.

Plebiscito ou golpe?

A indagação é do vereador tucano Ednailson Rozenha ao afirmar que cerca de 50% dos brasileiros não têm condição de responder às perguntas de um eventual plebiscito. Rozenha também  diz que o PT se aproveita da popularidade de Lula, “que comeu abiu”, mas vai sair pedindo voto que favoreçam os camaradas do petismo. Para ele o tal de plebicisto é golpe.

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Diz Rozenha que lembra  da mãe dele com a proposta presidencial do plebiscito e quase pergunta: Tu és lesa é Dilma?

Faxina étnica

 O deputado Vicente Lopes (PMDB) trocou as bolas na sessão de ontem da Aleam  ao dizer que a presidente Dilma Roussef começou bem seu governo quando fez a “faxina étnica”. Parece que ele queria dizer ética, de combate à corrupção. Quanto à presidente, só começou e não terminou a tal faxina.

Amor platônico

Do deputado Sinésio Campos (PT) que falava em aparte a Wanderley Dallas (PMDB) e pediu ao presidente Belarmino Lins que incorporasse tempo de seu partido ao de Dallas. Belão aceitou o pedido e disse que “preservava 5 minutos para José Ricardo (PT), que era líder de Sinésio e este lhe devia obediência.” Foi aí que Sinésio disse que relevava o amor platônico de Belão por ele.

Esforço superconcentrado

 A pauta da Aleam para esta quarta-feira está até o tucupi. O presidente do poder, deputado Josué Neto (PSD) avisou, ontem, que serão votados hoje pelo menos 50 projetos de lei. Pois é, com o recesso às portas ficou tudo pra última hora.

 Farpas tucanas

 O deputado federal Plínio Valério (PSDB) avisava que ontem se realizaria a primeira reunião da bancada federal do Amazonas, desde quando ele está em Brasília. Valério acrescentou que “isto é bom” e que a reunião seria realizada no gabinete do senador Eduardo Braga (PMDB), que coordena a bancada.

 Saldo elevado

 O conselheiro Raimundo José Michiles, do Tribunal de Contas do Estado, por mais que se esforce não consegue baixar sua pilha de processos. Começou junho com 794, conseguiu despachar 410, só que, com as entradas, fechou o mês com 693 pendentes. Vai ter que dividir com alguém.

 

 

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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