DESEMBARGADORES RESOLVEM TRABALHAR
O Pleno do Tribunal de Justiça deve reunir, extraordinariamente, amanhã, para colocar em dia a pauta da semana passada. A falta de quorum "pegou mal". Muitos dos desembargadores faltosos ficaram sem explicar a ausência. Agora é esperar que eles não cobrem "extras" por um trabalho que já deveria ter sido realizado.
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Na última sessão, que acabou nem sendo aberta, estavam presentes apenas João Simões, Ari Moutinho, Rafael Romano, Mauro Bessa, Cláudio Roessing, Aristoteles Thury, Sabino Marques, a juíza convocada Nélia Caminha e o juiz Jorge Lins.
PUNIÇÃO É PRÊMIO
O caso do promotor Walber Nascimento vai a julgamento pelo Pleno do Tribunal de Justiça na reunião dessa terça-feira. A expectativa no Ministério Público é que ele seja condenado. Walber responde pelos crimes de corrupção ativa, passiva e formação de quadrilha. A penalidade máxima para esses casos é uma gorda aposentadoria compulsória. São privilégios dos integrantes do Ministério Público e do Judiciário. Não é que eles estejam acima da lei. Eles são a lei.
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Por falar em Ministério Público, o promotor David Jerônimo "pediu" afastamento do caso de Jefferson Kennedy, o sócio do Café do Norte, réu confesso de um homicídio ocorrido há três anos na feira agropecuária de Manaus. O empresário foi absolvido num julgamento no qual o promotor atuou como se fora advogado de defesa.
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Jerônimo também deve ser afastado de outro caso, igualmente escandaloso, envolvendo Leandro Guerreiro, que em dezembro do ano passado matou um policial dentro de sua loja, a Word Micro, no Boulevard Álvaro Maia.
NINGUÉM QUER ADESIVOS DE EDUARDO
Embora as pesquisas apontem o ex-governador Eduardo Braga com 80% da preferencia dos eleitores, nas ruas seus cabos eleitorais estão sentindo dificuldade de adesivar carros. Em Manaus e Manacapuru e rejeição da classe média ao ex-governador é grande. A mesma dificuldade não e encontrada pelo candidato ao governo, Omar Aziz.
NAVARRO COMEMORA
Luiz Navarro está comemorando o 1% na última pesquisa da Action, encomendada pelo jornal aCritica. Ontem, no Twitter, Navarro disse que, para quem há duas semanas nem era lembrado, o 1% já representa um grande avanço.
TRAÍDO E SÓ
Quem não ficou nada satisfeito com o índice alcançado na pesquisa Action foi Hissa Abrahão. O problema de Hissa são os próprios companheiros do PPS e os aliados do PSDB, que o boicotam acintosamente. É só ver o programa da coligação na TV.
OBSESSÃO PELO 21
O candidato ao governo, Luiz Navarro, criou uma verdadeira obsessão com o 21. Diz sua assessoria que ele acorda as 04h21, lava o rosto e escova os dentes 21 vezes, reúne com assessores as 7h21m e só encerra as 8h21. O problema é quando dá vontade de ir ao banheiro: conta 21 segundos no relógio. E aí, sai da frente. Ele corre.
CANDIDATOS VÃ À FEIRA
O corpo a corpo dos candidatos ao governo estadual pegou fogo, ontem, na Feira do Artesanato realizada aos domingos na avenida Eduardo Ribeiro. Primeiro foi o pessoal de Alfredo Nascimento com a esposa do candidato, Leo Nascimento que apareceu por lá. Depois Omar Aziz deu o ar da graça e aí a campanha virou atração na Feira. Ponto estratégico de concentração de gente aos domingos, agora vai virar point de candidatos.
SEM DIFERENÇA
O candidato José Serra (PSDB) acusou, ontem, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, de ter sentado na cadeira presidencial um mês antes da eleição, o que, visão do tucano, é desrespeito para com o eleitor. A preocupação de Serra é meio ociosa, já que os tucanos dizem que Dilma vai ser comandada por Lula, qual a diferença?
A COISA MUDA
Por falar em Dilma Rousseff, a candidata declarou que, depois de eleita, tudo muda e ela desarma o palanque para estender a mão para todo mundo, inclusive aos adversários. Ela foi mais longe ao dizer que se José Serra, derrotado, tiver interesse, ela aceita que ele participe da gestão petista. Isso tudo porque ela não está de salto alto.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.


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