Os concursos realizados em Manaus padecem de um mal crônico: a interferência, em muitos casos descabida, do Judiciário e agora do Tribunal de Contas. Pior do que interferir, com base no argumento de que havia irregularidades no edital, que precisavam ser sanadas, é recuar de uma medida que em tese tinha o objetivo de resguardar os interesses dos inscritos.
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Além de fomentar a insegurança dos candidatos [que participariam neste domingo do concurso da Secretaria Municipal de Saúde] que já é grande nesse tipo de certame, essa interferência quase sempre é reveladora de um achismo sem tamanho. O TCE podia estar imune a esse tipo de comportamento, uma vez que se trata de um órgão técnico.
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Agora, a menos de 24 horas do concurso, novo interferência, desta vez do Judiciário, suspendendo as provas. É o fim da instituição "concurso " . Mas a sugestão de entregar ao Ministério Público, ao TCE e ao Tribunal de Justiça a tarefa de organizar os próximos certames parece oportuna.
Fábio Mendonça
O Portal do Holanda, que publicou semana passada a pesquisa do Ipespe sobre os candidatos preferidos para presidir a OAB - Amazonas, não teve acesso ao item no qual o instituto avalia junto a 190 advogados a administração de Fábio Mendonça, que tem a aprovação de 82% dos entrevistados. O Portal errou ao dizer que Mendonça havia sido mal avaliado.
Merenda legal
Enquanto o deputado José Ricardo (PT) reclama que uma escola da zona norte está liberando as crianças por falta de alimentos para a merenda escolar, a prefeitura ‘prova o contrário’: está contratando, por trinta dias, o Impório Comércio Varejista de Pães e Frios para fornecer justamente a merenda das crianças da rede municipal. No prazo acima, a empresa vai faturar R$ 3,66 milhões.
No "face" do senador
“Vender uma concessão que é pública, doar um bem que é público, aumentar a taxa de esgoto, o prazo da concessão por mais 15 anos e, pasmem: você que tem poço artesiano será obrigado a pagar pelo uso de algo que é seu, além de obrigar o Estado a criar delegacia somente para cuidar de ligações irregulares. Tudo isto ultrapassa o absurdo! Como fica o povo com tudo isto? Alguém aí sabe responder?” O texto acima está na fanpage do senador Eduardo Braga (PMDB) sem nenhum pronunciamento do senador. Ele não viu?
A defesa dos ricos
A defesa do poço artesiano sem taxa é a defesa da classe média alta, das grandes empresas e contraria o discurso politicamente correto do meio ambiente. Os poços provocam a poluição do lençol freatico e produzem um problema de dificil solução lá na frente, prejudicando a todos. Mas o senador deve pensar diferente e a gente tem que respeitar. A sua livre expressão, não comungando do seu pensamento.
Hissa na TV
O vereador Hissa Abrahão está aproveitando muito bem o programa gratuito do PPS na televisão com um discurso de construção e de união em torno dos problemas de Manaus. O vereador vem mostrando que não é nada bobo e pode ir bem mais longe do que os números registrados em pesquisa demonstram.
Assim não pode
Não se deve culpar ninguém que governou Manaus nos últimos anos pela enchente do Rio Negro, cujas águas chegaram ao centro da cidade, provocando todo o tipo de problema, inclusive dificultando a mobilidade de veículos e pessoas. Mas é hora de criar os mecanismos necessários para enfrentar esse fenômeno no futuro. Ficar como estar é que não pode.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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