Bastidores da Política - Não apontem o dedo para Jordana


Não apontem o dedo para Jordana

Por RAIMUNDO DE HOLANDA

21/09/2021 19h36 — em Bastidores da Política

Não desejava abordar  esse assunto delicado  demais para os leitores, mas me vejo compelido a fazê-lo. Não para me postar  ao  lado dos que apontam o dedo para o sargento que tinha caso com a mulher de um  empresário em Manaus e acabou assassinado,  nem do empresário que, supostamente, encomendou sua morte, ou da mulher bêbada de paixão, incapaz de encontrar o freio na sua acelerada carreira para o desastre. Mas vou falar porque tudo diz respeito a você, leitor e a todos nós…

Uma paixão sem limites, um assassinato e um casal cúmplice de um crime. Parece o enredo de um filme, mas o que a polícia revelou hoje em relação a morte de um  sargento do Exército que mantinha caso com uma empresária, também expõe a fragilidade de cada um de nós, os conflitos, as tentações,  a vingança, o desejo  e o ódio.

São sentimentos tão presentes e tão palpáveis  que somos capazes de nos ver numa cena  tão bárbara que,  inexplicavelmente,  gera  em alguns tanta perplexidade.

Nossa  capacidade de ir a extremos é real.

Lutar contra o mal exige uma força maior, um freio que não pode falhar. E que falhou para Jordana, que falhou para Joabson…O resultado é essa tragédia familiar que atinge dois lados - o da vítima, que deixou filhos, e dos supostos criminosos, que também têm filhos pequenos.

Esse mundo, onde sexo e dinheiro guiam homens e mulheres, também indica o norte inclusive para o que é decidido além da cama. É  o mundo do presente com suas armadilhas e imprevisões das quais não estamos  imunes.

Somos parte dele, com nossas fraquezas, nossos desejos. É  um mundo de ombros largos para as mulheres e de belas coxas para os homens. E todos, de alguma forma, só “pensam naquilo”. E aquilo, quem “qui-lo” para parafrasear Jânio Quadros, ou Temer, acaba muito mal. É preciso um freio , mas poucos o têm..

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.