
Era previsível que boa parte dos ataques no debate desta terça-feira na TV Norte convergisse para o atual governador. Mas nada ficou sem resposta, as vezes duras e com a força de desestabilizar quem acusava.
Em qualquer democracia, quem exerce o poder torna-se, por definição, o principal alvo da oposição.
A reflexão que o debate deixa, porém, vai além do confronto político.
Há uma diferença que merece ser considerada. Os candidatos da oposição têm programas para um cenário futuro. O governador Roberto Cidade responde diariamente pelas dificuldades do presente.
É chamado a administrar restrições orçamentárias, crises inesperadas, problemas históricos, cobranças permanentes e decisões que raramente agradam a todos.
Prometer, como faz a oposição faz parte da política. Governar, porém, significa administrar a realidade como ela efetivamente se apresenta.
Nada disso coloca governo algum acima das críticas. Ao contrário. Quanto maior o poder, maior deve ser a fiscalização da sociedade.
Comparações só são verdadeiramente justas quando observam o contexto em que cada gestão se desenvolveu.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.
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