Bastidores da Política - Mortes por Covid em Manaus passaram de 500 este mês. Sem vacina, fica o espaço para a 3a onda


Mortes por Covid em Manaus passaram de 500 este mês. Sem vacina, fica o espaço para a 3a onda

Por RAIMUNDO DE HOLANDA

29/04/2021 19h54 — em Bastidores da Política

  • De 1o de abril até esta quinta-feira, 29, morreram de Covid no estado do Amazonas 590 pessoas e o número de infectados, no mesmo período, foi de 21 mil.

O recuo na imunização contra a Covid 19 em Manaus, por falta de vacina, ocorre em um momento de flexibilização das atividades comerciais e, portanto, de alto risco de novas contaminações pelo coronavírus. Não é pouco o dado, oficial, que registra  223 internados em Utis, dependentes de respiração mecânica. Nem o número de mortos pelo vírus: 12 nas últimas 24 horas.

A Fundação de Vigilância em Saúde anunciou  outras 16 mortes, com a velha e surrada desculpa de que só vieram a público agora depois de  avaliados "critérios clínicos, de imagem, clínico-epidemiológico ou laboratorial.”

De 1o de abril até esta quinta-feira, 29, morreram de Covid no estado do Amazonas 590 pessoas e o número de infectados, no mesmo período, foi de 21 mil.

O descuido, entretanto, é geral. Não somente com festas clandestinas. O mau exemplo do general e ex-ministro da Saúde, Pazuello,  no Manauara Shopping, sem máscara e sem ser importunado pelos seguranças, somando-se a esse fato lamentável a inauguração de um  auditório no  Centro de Convivência Vasco Vasquez, onde autoridades, entre elas o presidente Bolsonaro, o governador Wilson Lima e fanáticos apoiadores do bolsonarismo  promoveram uma injustificada aglomeração.

Nunca é bom apostar no pior. Nesse jogo negativo para a sociedade e o país, ninguém ganha. Mas é sempre bom prevenir. As cepas estão aí, num ritmo de multiplicação incontrolável, enquanto a morte espreita a todos.

Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.