Bastidores da Política - Momento que pistoleiro supostamente contratado pelo dono do supermercado Vitória fica sem máscara


Momento que pistoleiro supostamente contratado pelo dono do supermercado Vitória fica sem máscara

Por RAIMUNDO DE HOLANDA

15/11/2021 21h14 — em Bastidores da Política

A cena da morte do sargento Lucas Gonçalves se estende para além da cafeteria da vítima. Começa na avenida Ayrão e depois por parte da cidade, deixando rastros que o tempo está apagando rapidamente.

Quando o silêncio representa um segundo assassinato, é preciso jogar pedras e estilhaçar vidraças, expor omissões e despertar da morte o último grito entalado por uma bala. Som que talvez nem seja ouvido. Se perca nos detalhes, assim como os dois homens que estavam na Cafeteria do sargento Lucas Gonçalves e saíram após a entrada do criminoso. Por que ? Quem são eles? Foram ouvidos?

A cena do crime se estende para além da Cafeteria. Começa na avenida Ayrão e depois por parte da cidade, deixando rastros que o tempo está apagando rapidamente.

A polícia conseguiu identificar que a placa da moto que conduziu o criminoso até o Café  estava coberta. Mas obviamente que  ele não transitou fora do perímetro do comércio da vitima com a placa invisível.  Em algum momento ao longo da Avenida Ayrão  ele parou e a cobriu. Não haveria nenhuma câmera de casa ou comércio na área  que flagrasse  esse momento? A Polícia não investigou.

Ao estacionar em frente a lanchonete o pistoleiro está sem máscara  e sem boné, mas propositalmente, ao descer da moto,  fica de costas  e os coloca no rosto e na cabeça.

Aquele homem que carregava a morte e a conduzia para dentro da Cafeteria deve ter tido o rosto filtrado por olhos de peixe. E são muitos na avenida Ayrão. Mas a policia não investigou, não requisitou imagens que seriam vitais para identificar o pistoleiro.

O comportamento do criminoso é estranho. Parece que conhece o local. Ele chega e pede para alguém abrir  a porta, seguido de  dois gestos interessantes: espalma  as mãos, o que pode significa que está perguntando por que não poderia entrar ou por que a porta está fechada.

Depois faz um sinal de positivo e entra. Identifica o alvo, guarda  o celular e saca a arma. Dispara, sai com a arma em punho,  sobe na moto que deixou ligada e vai embora.

Mas foi em que direção? Percorreu  toda a cidade com a placa coberta? Essa é a mesma pergunta repetida, na expansão do tempo. Quantos   quarteirões antes ele parou e cobriu a placa ou quantos depois ele descobriu a placa?   Havia  mais clientes na lanchonete.  Foram identificados e ouvidos?  Tinham muito a dizer…

O tempo que passa rápido é  amigo do esquecimento. Ele encobre faltas, exime criminosos de suas culpas, mas deixa nos que choraram  sobre corpos frios de amigos, irmãos, maridos e mulheres cicatrizes que não se apagam nunca, e um sentimento de injustiça que aprofunda o abismo entre a policia judiciária e o cidadão…de bem.

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.