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Manoel Galvão e a loucura de dois meninos

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Por Holanda
12/12/2010 11h02 — em Coluna do Holanda
O psiquiatra Manoel Galvão passou parte da sua vida tentando entender a loucura dessa cidade. Acaba de ser vítima de dois adolescentes que perderam a razão muito cedo e atiraram contra a sua cabeça. Para  quem conhece o professor, sabe que ele não reagiu ao assalto (Leia matéria ao lado, na coluna Mundo Cão). Deve ter usado do seu conhecido bom humor para perguntar o que mais os garotos queriam, além do seu cordão ou da sua carteira. Foi mais  uma  tentativa do mestre de compreender a loucura.
 

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Para quem entrevistou Galvão, como eu, nos últimos 30 anos, sempre ficou a sensação de que o louco era ele, com suas ideias acima do seu tempo, tentando olhar por uma janela as frustrações dos homens e  as feras que as desilusões os transformavam.  "A loucura tem algo de divino",  disse-me, durante uma entrevista, nos anos 80. 


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Nós, aqui do Blog  do Holanda, estamos  torcendo por ele. A medicina não pode perder esse homem que aos 64 manos ainda é um menino, curioso e incansável na busca da compreensão da loucura que antes estava restrita a pessoas que se isolavam em si mesmas,  mas  podiam ser controladas com alguns remédios. A loucura que  vitimou Galvão é outra, sem controle e que se entranhou  na sociedade como o grande mal desses tempos de insegurança e violência. 


FELIZ DA VIDA



O ex-governador Eduardo Braga acaba de ver  realizado um sonho cultivado na adolescência. Ao completar   50 anos no último dia 6 ganhou de presente de uma das filhas  um Porsche 911 GT3. O valor de mercado desse carro - que é o modelo  mais próximo de uma Ferrari - é R$ 400 mil. Braga pode e merece...
 

MULTAS ACUMULADAS


Na próxima terça-feira, dia 14, o deputado estadual Marco Antonio Chico Preto (PP) ameaça extrapolar suas funções legislativas e interferir em área do Legislativo municipal: vai interpelar o prefeito Amazonino Mendes para saber por que as indicações de multas da Arsam, no valor de R$ 7,1 milhões não foram acatadas entre 2003 e 2009. Como Mendes assumiu somente em 2009, a vara curta parece que vai sobrar para o ex-prefeito Serafim Corrêa (PSB). É bom lembrar que a prefeitura tem o poder de aceitar as justificativas da concessionária.


REFLEXÕES DE UM ADOLESCENTE


“A TL [time line do microblog Twitter], de manhã cedo, parece o Senado... de noite parece a CMM.” A comparação é do deputado Josué Neto. Resta saber o que ele quis dizer, exatamente. Como não esclareceu, fica margem para interpretações de todo jeito. Por exemplo, por acaso o Senado seria um shopping organizado e Câmara Municipal de Manaus (CMM) um mercado persa, uma feira livre? Só o deputado do PMN para explicar.


MAINARDI SAI
 

A saída de Diogo Mainard da revista Veja, noticiada na manhã do último sábado teve reações contraditórias. De um lado o deputado eleito pelo DEM, Pauderney Avelino afirmava que “Diogo Mainardi deixa um palco vazio no jornalismo. Ele é brilhante! Vai fazer falta!”. Já o jornalista Mario Adolfo Filho segue em rota de colisão com Avelino: “Diogo Mainardi, que pensa ser Paulo Francis, deixa a revista Veja. Ótimo. Podia mudar de planeta também.” Esse Mario Adolfo não tem coração, mesmo.


NOTÍCIA COZIDA


O vereador Massami Miki (PSL), fez um post no mínimo malicioso, ontem, no Twitter. Diz o post: “Multidão pressiona engenheiros da Águas do Amazonas no Novo Israel II”. Só que o fato ocorreu no dia 16 de novembro. Bem, se não tem o que dizer é melhor ficar calado, vereador, ou corre o riso de se queimar com a press. Ao vereador o crédito d dúvida: o fato ocorreu na última quarta, dia 15 de dezembro? Estranho, muito estranho.


ÁGUAS DE MARÇO


Por falar na concessionária de captação e distribuição de água de Manaus, bem que seus técnicos poderiam dar uma passada na avenida Atroaris, na Cidade Nova 1, onde, desde ontem, está a se abrir um ‘olho d’ água’ que brota justamente das tubulações da Águas do Amazonas. Enquanto isso, em locais falta água.
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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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