Luta pelo poder em Manaus desconhece regras e ameaça a imprensa

Por Raimundo Holanda

02/11/2020 22h43 — em Bastidores da Política

A batalha que você vê na TV ou nos grupos de WhatsApp não é a verdadeira luta pelo poder, que ocorre principalmente em escritórios fechados, de onde sai o dinheiro que alimenta o jogo sujo que se espalha pelo tecido social. A vítima, primeira, é o eleitor. Depois, a cidade. E não somente o eleitor e a cidade, também a  liberdade de imprensa, permanentemente ameaçada  por candidato avesso ao contraditório.  

A Justiça Eleitoral, com sete juízes para julgar uma carga diária de centenas  de processos, a maioria cópias de cópias, num  frenético Control  C, Control V, como  na petição do advogado que diz que o candidato  “ofendido"  atualmente comanda o Poder  Legislativo, para depois assinalar que foi de 2011 a 2013,  acaba sendo induzida a erros. 

Repetimos, induzida a erros. E não se pode culpar juizes com carga excessiva de trabalho. Mas a má fé identificada, seu  autor-candidato deve ser punido.

Essa eleição está exigindo muito dos poucos juizes que compõem o TRE no Amazonas. Somente em Manaus são 1,3 mil candidatos a vereador e 11 a prefeito,  um  deles agindo para entulhar a justiça de processos. A intenção é confundir mesmo, ocupar excessivamente o Judiciário  enquanto pratica  crimes eleitorais, dos quais   já é reincidente, com multas que somam mais de R$ 2 milhões. Esse pouco caso que ele faz da justiça eleitoral tem que acabar.