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Governo mira homicídios e abre os cofres

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20/09/2023 às 00h31 — em Coluna do Holanda
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O governo Lula resolveu tratar da violência urbana atacando os homicídios. O Amazonas, por exemplo, está autorizado a gastar 80% dos 3,92%  que lhe cabe do rateio do Fundo Nacional de  Segurança Pública, ou 38,6 milhões, para reduzir o número de assassinatos, que somente nos sete primeiros meses deste ano somou 678. 

A matança no Estado tem a dimensão  de uma guerra. A  somatória de homicídios registrados  entre janeiro de 2021 a julho de 2023 revela um fracasso que não é somente político e de governo. É coletivo, pois deveria envolver um esforço da sociedade como um todo para conter o crime na sua origem: foram 3.493 assassinatos.

Mas há  um grande equívoco na gastança agora autorizada. Primeiro porque  é preciso conhecer as causas dos crimes e atacá-las, o que parece não estar no radar do Ministério da Justiça e do governo Lula. Segundo,  porque  os governos estaduais poderão fazer uso desse recurso para comprar ou alugar viaturas e aumentar o efetivo policial, o que não resolve o problema da violência, que é superlativo. 

Está em grande parte na falta de oportunidades. especialmente para jovens da periferia cooptados pelo crime organizado.

A decisão do governo Lula de abrir os cofres tem como base pesquisas que mostram que os brasileiros se sentem inseguros. E é fato.  Somente no Amazonas, de janeiro a julho deste ano o numero de roubos registrados somou 17.319, incluídos aí 14.621 assaltos a pedestres, 851 roubos a rede de comércio, 734 assaltos a transporte coletivo, 713 roubos de veículos  e 400 investidas de assaltantes a residências.  Se não é o caos, está próximo disso.

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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