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Globo cria sua 'polícia' para patrulhar redes sociais

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Por Coluna do Holanda
31/05/2020 às 23h42 — em Coluna do Holanda
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Sob o pretexto de que pretende medir  a influência das redes sociais no posicionamento político de eleitores, a Globo está criando um sistema pelo qual a internet ou o que circula na rede estará de certa forma sob seu controle. É o Sonar, ligado a redes de Big-Datas, copilando dados que pertencem aos usuários e que são protegidos tanto pelo Marco Civil da Internet quanto pela Constituição Federal. Trata-se de uma flagrante violação da privacidade dos usuários.

A Globo dá um argumento simplório para o que pode se  tornar um grande problema: quer “mergulhar nas redes sociais e revelar o que ocorre ali, mostrar os principais influenciadores de opinião, além do jogo sujo por trás de alguns desses perfis”.

Se Isso não é a confissão de que entrará numa área privativa do usuário, de sua intimidade,  da sua liberdade de se manifestar sem patrulhamentos, é o quê?

O que a Globo chama simploriamente de “Sonar”, na verdade parece mais uma milícia digital,  que ameaça a liberdade de expressão e opinião nas redes sociais, à medida que diz claramente que fará grandes reportagens sobre o tema, expondo alguns posicionamentos de internautas.

Esse patrulhamento, por si mesmo, inibe a livre manifestação de pensamento e viola princípios constitucionais.

É hora de o Ministério Público Federal agir, com rigor. A Globo terá que explicar melhor esse projeto “Sonar”, que tem características  de policia política da emissora, em busca de mais poder - o poder engolido  pelos aplicativos de celular,  que  fizeram a audiência do grupo cair nos últimos anos.

Mas não se trata apenas disso: há um jogo de poder em curso e uma tentativa do governo, de um lado, e de poderosos meios de mídia de outro,  em mudar as relações em sociedade.

Não podem fazer isso atropelando o principal instrumento de uma democracia: a liberdade de um povo se expressar, seja em grupos abertos de internet,  seja em grupos fechados.

A Globo não é dona da liberdade de ninguém, embora venha se apropriando da verdade, em um espaço contaminado pelo conflito da noticia verdadeira e da falsa.  O que é a verdade, afinal? É o que a Globo parece tentar  descobrir com  o seu projeto Sonar.

OBS: Quem for assinante de OGlobo e quiser ler o projeto Sonar, clique no link abaixo: https://blogs.oglobo.globo.com/sonar-a-escuta-das-redes/post/o-globo-lanca-sonar-marca-para-escutar-redes.html

 

A EXPLOSÃO DA VIOLÊNCIA

Mineápollis em chamas é um alerta que não deveria ser ignorado pelos brasileiros. A conturbação política, até chegar à convulsão social, é a marca das ideologias de extrema direita. E nos EUA como no Brasil, os dois presidentes trilham o mesmo caminho sombrio.

Depois de meses desafiando a nação e suas instituições protegidos pelo “cercadinho” de Brasília, o chefe do governo e seus seguidores conseguem envenenar o terreiro dos inimigos.

Talvez ainda não seja o que é almejado, mas certamente o que foi planejado: atiçar segmentos violentos como as torcidas ‘skinheads” a se confrontarem com os simpatizantes da causa.

A violência que era verbal, com os desafios insanos e bate bocas das milícias de rua e das redes sociais, agora é real. As tramas sediciosas dos gabinetes e reuniões se materializam.

Lá no norte, é praticamente impossível Trump pensar em ditadura; quer o confronto para “minar” os adversários à sua reeleição. Mas não custa nada plantar uma ‘filial’ por aqui.

Hoje, o líder do bolsonarismo irá dormir feliz. Sua tese saiu do ‘cercadinho’ e levou o povo ao primeiro confronto. Quem sabe a sonhada ‘guerra civil’ não virá? Que Deus nos proteja!

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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