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Por Coluna do Holanda
25/04/2012 às 04h01 — em Coluna do Holanda
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O vice-governador José Melo está acostumado a muitas rasteiras - começou a levar pernadas no governo Amazonino Mendes, em 2002, quando foi preterido de concorrer a vice-governador. Depois colecionou golpes  durante o primeiro governo  Eduardo Braga, mas puxão de orelhas Melo nunca havia levado. Não havia, até o último final de semana,  quando o senador Eduardo Braga esbanjou grosseria. A razão do destempero do senador: a indiferença com que foi recebido em Eirunepé, Boca do Acre e Carauari. Logo no aeroporto, faixas dando boas vindas ao governador Omar Aziz e a Melo.  Braga olhou, procurou ao menos um pedaço de pau com o seu nome. Nada.

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"Cadê o Melo?"  Teria perguntado o senador, que logo viu o vice-governador encolidinho no banco traseiro de um carro que o conduzira do aeroporto até o centro da cidade. Entrou,  fechou a porta e deu uma prensa no vice-governador. Quem testemunhou a cena não ouviu nada, mas viu  Braga gesticulando  e o carro sacudindo. Depois se soube que o senador cobrou de Melo faixas com o seu nome. 

Sem controle

O senador Eduardo Braga estava tão irritado que à noite resolveu "peitar" a população da Carauari. Cobrou a educação  e a urbanidade que ele não tinha para oferecer como contrapartida a uma boa acolhida. Provocou e levou a maior vaia.

O dia da Vingança

José Melo aguarda com ansiedade 2013 chegar. Sonha com a provável desincompatibilização  do governador Omar Aziz, que deve ser candidato ao Senado. Se isso ocorrer, Melo assume o governo. Braga, que será candidato a governador, que se cuide. O vice-governador   tem aquela cara de bobo, mas bobo não é. Vem colecionando mágoas e pode estar se preparando para dar o troco. No senador, que quer ser governador outra vez em 2014. 

  Ação contra Conceição Sampaio

A Corte do Tribunal Regional Eleitoral julgará na primeira sessão do mês de maio a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) proposta pelo Ministério Público contra a deputada estadual Conceição Sampaio (PP) pelo uso de seu programa de tv para angariar votos de eleitores no pleito de 2010. O relator da Aije é o corregedor e vice-presidente do TRE-AM, desembargador Flávio Pascarelli.

 Carijõ e os vendedores de frutas

O vereador Luiz Alberto Carijó (PDT) vai tentar encaminhar uma solução  para o problema  dos cerca de 150 vendedores de frutas e verduras que atuam no Centro Histórico de Manaus. Por determinação do Ministério Público a prefeitura teve de retirá-los das ruas. Eles foram colocados provisoriamente na Rua Itamaracá, onde, dizem, estão convivendo com a prostituição.  Na próxima quarta-feira Carijó vai recebê-los na Câmara, mas já advertiu, só vai discutir propostas viáveis: “Pra rua não podem mais voltar”.

Exemplo dos deputados

Enquanto a maioria dos vereadores preferiu empurrar com a barriga a decisão de extinguir o auxílio paletó, na Assembleia Legislativa do Estado, o projeto do deputado José Ricardo (PT) passou pela Comissão de Constituição e Justiça e caminha para ser aprovado. Diz o petista que a Aleam pode dar exemplo até ao Congresso Nacional com a extinção do  14º e 15º salários dos deputados.

Vitória de Braga

A primeira vitória em plenário do líder do governo senador Eduardo Braga (PMDB), na votação do Projeto de Resolução do Senado 72/2010, que unifica em 4% as alíquotas do ICMS sobre produtos importados, foi comemorada pela Suframa. O próprio superintendente Thomaz Nogueira considera a mudança muito boa para o Amazonas, porque impede vantagens hoje auferidas pelos grandes importadores do país, que obtêm créditos de ICMS em alguns Estados sem precisar recolher o imposto. Depois acabam abatendo esses créditos não pagos em Estados compradores dos seus produtos.
 
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Um resultado imediato é desestimular os grandes importadores de produtos que são fabricados no Brasil. O maior importador de aparelhos de ar-condicionados, por exemplo, já estaria sondando a implantação de fábrica em Manaus, por conta da mudança.

Crítica estranhas

O vereador Joaquim Lucena (PSB) que é da oposição e vive combatendo a gastança do dinheiro público, ontem trocou o discurso. Ao criticar a portaria da Semulsp que proíbe jogar entulhos de empresas no aterro sanitário da cidade, soltou: “A prefeitura pagou, e pagou bem, durante muitos anos. Não dava pra manter um pouco mais? Eu acho que dava sim”. Ele se referia ao fato de a prefeitura ter gastado nos últimos anos R$ 12 milhões para tratar os entulhos das empresas.  

Critique à vontade


O presidente da Aleam, deputado Ricardo Nicolau (PSD), percebeu  que sua página no Facebook passou dos 6.600 fãs. Depois de agradecer, pediu que estes continuem enviando sugestões, críticas e novas ideias. Diz ele que isso é muito importante para sua atuação parlamentar. Lá vai uma sugestão: que tal desistir da garagem da Aleam?

Cegueira seletiva

Para o diplomata e ex-senador tucano Arthur Neto, a Controladoria Geral da União (CGU) está sofrendo de ‘cegueira seletiva’. Ele afirma que nos nove anos do governo petista, o faturamento da Delta Construções cresceu 1.653% e só agora, depois de vir à tona o caso Carlinhos Cachoeira, a CGU viu algo digno de ser investigado. É cegueira coletiva ou visão forçada pelos fatos. e que o fardamento é apenas as camisetas.

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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