
As redes sociais tiveram pouco ou nenhum impacto no resultado das eleições deste ano em Manaus. Giram em torno de um mundo ainda pequeno em uma cidade onde o acesso a internet é limitado. Valeu o velho corpo-a-corpo e o jogo de cena. Venceu o melhor ator, o melhor protagonista de uma tragédia anunciada. A TV, mais uma vez, estimulou uma virada. não pela audiência cada vez menor, mas pelo que vazou das cenas de bastidores durante os debates.
Em dado momento, a eleição pendeu para um lado, até aquele episódio do drama pessoal e familiar capitalizado magistralmente por um dos candidatos. O eleitor, sensível, adotou um filho órfão. Depois, chorou com ele e atirou flores. A eleição estava decidida.
LIÇOES PARA 2022
Restou pouco aprendizado para 2022. Manaus está literalmente dividida e o interior, mesmo com número menor de eleitores, pode ser decisivo na eleição do próximo governador. Vota mais, tem mais apetite e vai as urnas com o número do candidato anotado, enquanto em Manaus a abstenção apenas cresce a cada eleição.
ELEIÇÃO SUPLEMENTAR
Não é um quadro de ficção a ideia de uma eleição suplementar no Amazonas ano que vem. Isso vai depender da forma como a subprocuradora Lindora Araújo vem puxando a corda sobre o pescoço do governador Wilson Lima, no caso do inquérito dos respiradores superfaturados. E se há relação do vice-governador Carlos Almeida com os desvios apurados no setor de saúde. Se os dois cairem, seja por decisão do STJ ( Superior Tribunal de Justiça), seja via processo de impedimento pela Assembleia Legislativa, haverá eleição para o cargo. Tem gente apostando nesse cenário…
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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