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Declarações de Braga recebidas com estranheza por empresário

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Por Coluna do Holanda
29/12/2014 às 04h00 — em Coluna do Holanda
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Depois de ler reportagem na qual o senador Eduardo Braga jura que o seu segundo suplente, Lirio Parisotto, não assumirá o Senado -  e acusa de crime de difamação quem diz o contrário - um empresário ligado à indústria ligou para o Portal do Holanda para fazer, segundo ele, um  desabafo, “mas em off”. Em outras palavras, não gostaria de ter o nome citado.  Veja o que ele disse:

“O Eduardo é muito estranho. Ele escolheu o Parisotto como suplente e agora diz que é calúnia e difamação falarem que o cara vai assumir.
Se não fosse para assumir, por que o escolheu? Por algum outro interesse?!


" Ainda falta com a verdade dizendo que ele é um dos maiores geradores de emprego na Zona Franca de Manaus. Há poucos dias antes da renúncia, em 2010, o Eduardo deu uma isenção fiscal gigante para a empresa do Parisotto, que no Amazonas só tem 343 empregados.

AMAZONINO AINDA  SONHA COM ANOS DOURADOS

O velho cacique Amazonino Mendes já mandou tirar o pó dos caniços, guardados desde a derrota nas eleições de outubro. Vai preparar para 2015 uma bela pescaria com o seu pupilo predileto e novo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga. É pescando tucunaré no rio Negro, alguns retirados com extrema cautela das reservas ambientais, que o Negão costuma traçar seus planos políticos. Pois apesar da idade, AM ainda sonha com seus anos dourados no poder, quando, numa dessas pescarias, para comemorar a eleição de governador em 1986, bateu forte na mesa para afirmar: “A partir de agora, eu sou o deus do Amazonas!” Frase que alimentou os sonhos de Braga durante 17 anos...

MUNICÍPIOS À MÍNGUA  

Se depender dos recursos federais do FPM, R$ 1,1 bilhão para 2015, o interior do Amazonas vai continuar à míngua e as prefeituras viverão o ano de pires na mão. Para se ter uma ideia, Parintins, que é o maior município depois de Manaus, com 110,4 mil habitantes, receberá no ano uma parcela de apenas R$ 28,5 milhões. Uma “coisinha” de R$ 258,15/ano por habitante, ou 70 centavos/dia. Já os “piquichitos” como Japurá, com 7.326 habitantes e R$ 5,3 milhões/ano, serão melhor aquinhoados; coisa de 723,45/ano reais por habitante, ou 1,98/dia.

CONTABILIDADE CRIATIVA

A previsão do livro “O fim do Brasil”, do analista e sócio-fundador da Empiricus, Felipe Miranda, economista pela FEA-USP e mestre em finanças pela FGV-SP, e professor da FGV, parece estar próxima de se tornar realidade. O país chega ao final de 2014 praticamente estagnado, sobrevivendo da “contabilidade criativa” do governo, que manipula os números para melhorar o desempenho econômico. Mas segundo Miranda, a coisa não funciona assim. "Estamos prestes a voltar a condições anteriores a 1994", prevê ele, sugerindo que o governo do PT desmontou a economia do real montada pelos tucanos.

POÇO SEM FUNDO

O ano está fechando com o maior escândalo de corrupção envolvendo governo e políticos se ampliando. Até setembro a previsão de recursos desviados era de R$ 3,7 bilhões, ou 3% dos R$ 112,39 bilhões investidos pela área de Abastecimento entre 2004 e 2012. Mas hoje a conta “perdeu o controle”, e se alguém pensa que a coisa vai acabar depois do escândalo, não duvide, vai continuar. “Acreditar que a prisão do acusado (o vice-presidente da Camargo Corrêa, Eduardo Hermelino Leite), impedirá a prática de novos crimes é crença que foge à lógica e ao bom senso”, diz seu advogado. 

 

 

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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