Dada a participação efetiva na campanha de reeleição do governador José Melo, três nomes são considerados intocáveis e em alta nos domínios palacianos. Wilson Alecrim, Rossieli e Evandro Melo. Os dois primeiros deverão ser mantidos nos cargos e Evandro será a segunda pessoa do governador na articulação com os demais secretários e prefeitos. Caberá a ele a função de fiscal do cumprimento das metas fixadas no programa de governo que começa no dia 1o de janeiro.
Como ainda não se sabe o tamanho da nova estrutura do governo, nem o grau de importância que terá o vice governador Henrique Oliveira, as especulações em torno dos nomes dos futuros secretários é muito grande. Dependendo do perfil do novo secretário de infraestrutura, por exemplo, vai ficar claro o que pensa o governador da continuidade da parceria com o prefeito de Manaus.
LEONEL CORRE PARA SEGURAR CARGO
O atual diretor a Detran-am, Leonel Feitosa, nomeado na cota pessoal do ex-governador Omar Aziz, se movimenta em todos os sentidos para permanecer no cargo que é cobiçado também pelo atual secretário de segurança, Paulo Vital, que será substituído pelo delegado federal Sérgio Fontes. As mudanças no comando da polícia civil, polícia militar, corpo de bombeiros, secretaria de justiça são dadas como certas. A delegada interina da SEAI, Tâmera Marciel, deverá ser mantida e efetivada no cargo.
A INTERMEDIAÇÃO DE ARTUR
O prefeito Artur Neto tem se equilibrado na corda bamba para manter a paz entre os rodoviários e os empresários de ônibus de Manaus. Nesta semana ele começa a negociar com os “donos” do Sinetram o acordo que costurou com os empregados, e vai precisar de muita saliva para convencer os patrões a abrirem o cofre sem ganharem um reajuste na tarifa. Entre os patrões e os empregados a corda está mais do que estica
CHICO É DO CONTRA MAS ALIADO DE BRAGA
O deputado Chico Preto está se tornando uma figura folclórica. No ano passado, fez alarde de sua saída do grupo do senador Eduardo Braga, falando cobras e lagartos do seu ex-líder. Depois assumiu a liderança do governo, mas logo sofreu um “arrependimento” repentino e na campanha eleitoral atuou como “aliado” do senador numa candidatura própria ao governo. Nesse período falou coisas que não provou e disse coisas que depois desdisse. Agora ataca a privatização da Cigás e fala em números que não tem como provar que existem.
O presidente da companhia, Lino Chíxaro, desdenha, “foi uma estimativa que nasceu do nada e passou a ser repetida”, e diz que um consórcio de consultorias ainda está avaliando o valor.
O RISCO É DILMA CAIR
O deputado André Vargas, que sofre desde abril a acusação de quebra de decoro, pelo fato de ele ter atuado na intermediação entre o doleiro Alberto Youssef e o Ministério da Saúde, em favor do laboratório Labogen, deve começar a ser julgado na próxima quarta-feira. Mas a questão é vista com reservas pelo governo, uma vez que a cassação de Vargas pode desencadear uma onda de pressão popular pela cassação de outros envolvidos. Inclusive da presidente Dilma, que no caso sofreria processo de impeachment.
A MAE DE TODAS AS BATALHAS
A presidente Dilma Rousseff prometeu durante a campanha eleitoral fazer, se reeleita, a “mãe de todas as reformas”. Assim como Saddam Hussein, que na década de 90 criou a referência prometendo aos americanos “a mãe de todas as batalhas”, Dilma atravessa uma série de agruras para cumprir sua promessa. Os aliados estão cada vez mais gulosos por cargos e os
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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