@@@
A coisa é tão grave que os procuradores resolveram acionar o Gncoc - Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas - vinculado ao Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público,e que no Amazonas tem o comando do procurador João Bosco Sá Valente. O caso por enquanto é mantido em sigilo. O MP não diz que dados foram vazados.
Mais reforço
Por falar em Grupo Nacional de Combate as Organizações Criminosas, ele ganhou reforço de mais três promotores, que vão cuidar especialmente de casos envolvendo sonegação fiscal, crime contra ordem tributária e corrupção. O pedido, aceito pelo procurador Francisco Cruz, é do diretor do GNCOC, João Bosco de Sá Valente.
Efeito Chicão
A denúncia formulada pelo Ministério Público do Amazonas contra o prefeito de Iranduba, Nonato Lopoes, a empresa Pampulha e empresários envolvidos em corrupção revela que o MP despertou da letargia dos últimos anos - quando serviu muito mais os governantes de plantão do que a sociedade.
@@@
O que está ocorrendo no MP agora é consequência da escolha de um procurador independente e sem amarras. O efeito "Chicão", como vem sendo chamada essa nova fase do Ministério Público amazonense, pode ser devastador e contrariar muitos interesses de quem se agasolhou durante décadas à sombra do poder.
Jussará pede para sair
A sub-procuradora geral de Justiça, Jussara Pordeus, está mesmo de malas prontas. Desgastada pelo episódio que culminou com o distrato do convênio firmado entre o Ministério Público e o banco Cruzeiro do Sul, pelo qual promotores e procuradores receberiam o PAE - Parcela Autônomo de Equivalência - algo em torno de R$ 120 milhões de uma só tacada - Jussara resolveu pedir para sair. O pedido foi aceito. Só falta ser formalizado e publicado no Diário Oficial. O cotado para a vaga é o procurador Pedro Bezerra. Cotado.
No futuro, já faliu
Pode até ser ficção, mas está publicado na edição de ontem do Diário Oficial do Município (DOM): a projeção atuarial do regime previdenciário do município, que demonstra a entrada e saída de recursos entre 2008 e 2082, indica que em 2025 ele entre em colapso com déficit de R$ 133,27 milhões. Daí pra frente só vai crescer o buraco. Bem, pelo menos os servidores já estão avisados.
Sem placas
A reivindicação dos taxistas auxiliares, que pararam, ontem pela manhã, o Centro da cidade e depois as imediações da sede da prefeitura de Manaus, na zona Oeste, não pode ser atendida, avisa o presidente da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), Marcos Cavalcante. Diz ele que o município deve manter a proporção de um taxista para cada 500 habitantes. Então só vai ter placa nova quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) disser que Manaus tem dois milhões de habitantes.
Rasga diploma
O deputado Marcelo Ramos (PSB), informado do comentário que o presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz Lopes, fez, de que rasgaria o diploma de engenheiro eletricista se os consumidores de Manaus tivessem os mesmos transtornos com apagões, em setembro deste ano, disse que Muniz não deve ter diploma. A casa do deputado estava sem energia no momento em que Muniz fez a declaração.
Lama no embarque
A estação rodoviária de Manaus foi motivo de reclamação do vereador Elias Emanuel (PSB) nesta sexta-feira. Ele visitou o local e recebeu reclamações de usuários e de quem presta serviço no local. Pior é que, afirma Emanuel, a prefeitura não tem projeto para construir outro terminal com essa finalidade. Vai ficar que nem o terminal 2, da Cachoeirinha, uma humilhação para quem tem que usar o local.
Bolsas
O Ministério Público Estadual (MPE) está a investigar as irregularidades existentes na concessão de bolsas universitárias para servidores da Assembleia Legislativa do Estado (ALE) e teriam favorecido parentes de parlamentares que nem trabalhavam na ALE. Já que está com mão na massa, o MPE também deveria dar uma olhada nas bolsas distribuídas pela prefeitura de Manaus e nas exigências para sua concessão.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



Aviso