Bastidores da Política - Crime volta a mostrar a cara em Manaus. Veja reação...


Crime volta a mostrar a cara em Manaus. Veja reação...

Por RAIMUNDO DE HOLANDA

08/10/2021 19h16 — em Bastidores da Política

Não se sabe ainda o que sinalizava o show pirotécnico de sexta-feira em Manaus  (se a chegada de um grande carregamento de drogas ou a unificação de diversos grupos criminosos em torno de uma atividade ilegal. Provavelmente, as duas coisas. 

A queima de fogos funciona como  um aviso - o de que a droga  chegou para ser distribuída ou um grupo rival foi abduzido ou dizimado. 

Acostumado com o espetáculo, que vinha se repetindo ao longo dos últimos meses, o manauara olhava o céu entre incrédulo e fascinado.

Certo de que, minutos depois, tudo o mais permaneceria escuro na grande noite e um novo dia ressurgiria com amigos e vizinhos falando  de um incômodo silêncio das autoridades, com o Estado capturado.

Mas não foi isso o que aconteceu. Alguma coisa mudou. E mudou para melhor. 

Com um novo comando, a Polícia reagiu, cercou a cidade e foi direto na toca dos criminosos.

A ousadia criminosa teve seu preço: prisões, apreensão de drogas, fogos de artifício e armas. 

Dessa vez havia um general de Exército  à frente de  uma tropa  até então sem comando. Uma tropa que, quando bem conduzida, produz resultados concretos.

O general Carlos Alberto Mansur, o novo secretário de Segurança Pública do Amazonas,  está disposto a pôr um fim na farra das facções criminosas em Manaus, atacando as zonas vermelhas e as  rotas do tráfico, numa ação conjunta com a Guarda Municipal, o Exército, a Marinha, a Aeronáutica, a Receita Federal e a Polícia Federal.

Em entrevista à coluna ele disse: “Todos esses órgãos tem uma responsabilidade na segurança. A  Segurança não é só responsabilidade do Estado, da Secretaria que comando, mas de todos, seja fiscalizando portos e aeroportos, seja vigiando as áreas de fronteira, seja investigando o destino dado ao dinheiro do tráfico”.

O general quer sufocar essas organizações, implodindo as redes de tráfico e com isso reduzindo o poder do dinheiro que faz dessa atividade criminosa um negócio bilionário.

É um bom sinal para o cidadão que vive praticamente aprisionado em alguns bairros da cidade de Manaus e uma má noticia para os grupos criminosos que haviam encontrado terreno fértil para crescer na cidade. 

Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.