O senador Eduardo Braga (PMDB), passou a usar o discurso de oposição ao governo estadual na visita que fez a Urucará: "O povo não quer ser enganado com promessas que não acontecem. E quando acontecem, começam e param”. O senador só não explicou por que algumas obras pararam e que ele, em parte, é responsável por isso.
Com o racha no grupo político do senador, que é lider do governo Dilma e um dos homens mais influentes da República, o dinheiro que estava programado para esses projetos não foram liberados.
Ou Braga influenciou no fechamento da torneira - e ele tem poder para isso - ou não usou de seu notável prestígio com a presidente Dilma para que o Amazonas recebesse o que foi programado ou prometido.
SENADOR ABANDONOU MANAUS
Um dos exemplos mais claros da indiferença do governo ( do qual Braga é líder) com o povo do Amazonas foi a não liberação de recursos para tocar obras relativas a mobilidade urbana na cidade de Manaus, que se prepara para sediar uma das fases da Copa do Mundo. Braga, se não atua como adversário dos amazonenses, tem sido, no mínimo, omisso.
ELOGIOS A OMAR NÃO ERAM SINCEROS
Até dois meses atrás o senador Eduardo Baga elogiava o ex-governador Omar Aziz. É que, apesar de uma guerra silenciosa travada nos bastidores com o ex-governador, Braga ainda alimentava a esperança de que Omar o apoiaria para o governo, o que não aconteceu. Agora declara guerra contra um governo - o de Melo - que na verdade é uma extensão do seu. O problema é que, ao mirar na administração estadual, o senador pode acertar o seu alvo, sim, mas sangrar com ele...
AMAZONINO FAZ CHARME...
O ex-prefeito Amazonino Mendes ainda faz charme para Eduardo Braga e José Melo. O Negão ainda não disse de que lado vai ficar. Mas se prevalecer o que falou de Braga em 2011, pode seguir o governador José Melo nas eleições deste ano.
O DIA QUE O NEGÃO SOLTOU OS CÃES EM CIMA DO DUDU
Quem não lembra daquele maio de 2011, quando o Amazonino Mendes soltou os cães em cima de Eduardo Braga:
"A administração de Eduardo Braga estagnou o Amazonas, endividou o Estado, desviou recursos, não teve planejamento. O fato novo na sua gestão foi o superfaturamento de obras".
NOVO ATAQUE
E no dia 14 de desembro de de 2012, numa entrevista à Rádio Tiradentes, Amazonino voltou a mirar no senador:
"O Eduardo estava economicamente despedaçado, se preparava para deixar o país e isso me sensibilizou. Dei a ele tudo. O lancei candidato ao governo. Mas ele não administrou, simplesmente fez obras e com dinheiro emprestado endividou o Estado e com isso conseguiu se reeleger. Foi um imperador, fez o que quis, mas não tem valor" .
"Mostrou ausência absoluta de respeito a certas virtudes humanas, que eu acho que são inalienáveis, que é a gratidão, respeito as pessoas um certo equilíbrio com relação a coisa pública."
"Tornou-se vitorioso, mas através de ações que eu jamais praticaria, porque não são recomendáveis."
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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