O senador Eduardo Braga ateou fogo no PMDB ao citar nomes de fora do partido que poderiam ter o seu apoio na disputa da prefeitura de Manaus. Embora lembrado pelo senador, o deputado Marcos Rotta, que representa o PMDB que "cala ou consente" , não disse apenas que está "inserido dentro do contexto eleitoral" e quer ser candidato. Ele quebrou o silêncio de um grupo dentro do partido que sabe o seu tamanho e não quer caminhar a reboque do DEM (Leia-se Pauderney Avelino) nem do PP de Rebecca Garcia.
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O pensamento dessa ala do PMDB é que, se tem que marchar separado do grupo do governador Omar Aziz, que já disse que terá candidato, então deve seguir com um nome puro sangue, medindo forças com o PSD e os partidos de oposição.
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Rotta não podia ser mais direto no seu discurso no qual marcou posição como candidato a pré-candidato, ao dizer que "não traia seus colegas e "não ajo atrás das cortinas". Na prática, e possivelmente de forma inadvertida, respondeu ao governador Omar Aziz, que havia avisado há uma semana que não admitia ser alvo dos que tramam na calada da noite e plantam notas contra ele.
O alvo foi Omar
Mesmo massageando o ego do senador Eduardo Braga, dizendo que o senador "é a noiva mais cobiçada", o discurso de Rotta teve como alvo o governador Omar Aziz, de quem é cria e considera o seu apoio essencial para disputar a prefeitura com chances de vencer a eleição. Rotta ainda trabalha para unir os dois grupos e se fortalecer como candidato de consenso. Se isso não for possílvel, vai bater o pé e reafirmar sua disposição de ser o nome do PMDB.
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Mas se tiver que escolher entre Braga e Omar, Rotta seguirá Omar, aumentando a solidão do senador dentro de um Partido que se tornou grande demais para ele dirigir com seu estilo burocrático e ausente.
Os pedintes de Lôbo
O deputado estadual José Lôbo (PCdoB) mal assumiu a cadeira na Assembleia Legislativa do Estado e uma romaria de eleitores se formou ontem pelos corredores do Legislativo atrás do parlamentar. A intenção do grupo não era a de dar boas vindas ou parabenizar o comunista pelo mandato.
Cheques de R$ 600 de Amazonino
Conforme publicação no Diário Oficial do Município de ontem, as famílias alagadas que aguardam por uma ajuda da Prefeitura de Manaus vão ter que esperar mais um pouco. É que conforme o ato que instituiu o programa de assistência às famílias atingidas pela cheia, o cheque referente aos R$ 600 de ajuda será liberado somente a partir do dia 15, no Bradesco.
Só vendo para acreditar
Um dia após afirmar que nem mesmo com o apoio do governador Omar Aziz iria disputar a sucessão municipal, a movimentação na casa do prefeito Amazonino Mendes na tarde de ontem foi agitada. Um dos vereadores que esteve na residência do Tarumã revelou ao Portal do Holanda que pelo menos 11 vereadores atenderam a convocação urgente de Amazonino. A reunião acontece um dia antes da Câmara Municipal de Manaus votar os requerimentos de convocação da CPI da Água e da definição dos nomes que irão compor a Comissão de Revisão do Plano Diretor de Manaus.
Assembleia vai alugar aviões
A Assembleia Legislativa do Amazonas fez as contas e decidiu licitar o serviço de locação de duas aeronaves e não mais fazer aquisição de passagens aéreas. O transporte deverá ser utilizado nas assembleias itinerantes. A concorrência está marcada para 21 de maio. Nas assembleias anteriores, o Governo do Estado foi quem cedeu as aeronaves e a ALE-AM custeou algumas passagens. A próxima itinerante será em Apuí, mas sem data marcada.
Pascarelli dá bom exemplo
Ao anunciar que vai licenciar-se do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) para dedicar-se integralmente à presidência do Tribunal Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), o desembargador Flávio Pascarelli dá um bom exemplo. A medida não foi tomada por nenhum de seus antecessores. Com a decisão, Pascarelli não julgará qualquer ação na esfera da Justiça comum até 2014. O bom senso prevaleceu
Cabras frouxos
Para o deputado estadual José Ricardo (PT), que não acredita na impossibilidade de se planejar ações preventivas às enchentes que ocorrem todo ano, muito se grita e se fala mal do governo federal em Manaus, mas em Brasília os parlamentares daqui ficam caladinhos.
Banqueiros patriotas
Diz o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Odenildo Sena, que os banqueiros lucram uma exorbitância e, quando quebram, recorrem à viúva [a grana do contribuinte], mas resistem ao mínimo de patriotismo. Sena esquece que o dinheiro não tem pátria e que a investida da presidente Dilma Rousseff contra os banqueiros foi só estratégia política para mexer na poupança.
Luiz Fernando interrogado
O suplente do deputado federal cassado Sabino Castelo Branco (PTB), Luiz Fernando Sarmento Nicolau, deve ser interrogado no próximo dia 30 de maio pelo juiz Victor André Liuzzi Gomes em relação ao processo nº 9984725-40.2008.6.04.0000, ação penal, classe 4. Também são réus no mesmo processo Luiz Ricardo Saldanha Nicolau e Luiz Alberto Saldanha Nicolau..
Bancada do Amazonas
Parlamentares da bancada federal do Amazonas terão a oportunidade para debater e apresentar propostas ambientais à Rio+20. O seminário internacional “Povo e Floresta: Amazônia Sustentável” será realizado pela Frente Parlamentar em Defesa da Amazônia e do seu Povo, dia 30 de maio, no Auditório Antônio Carlos Magalhães, do Senado Federal. O resultado dos trabalhos será apresentado na Rio+20 pelo presidente da Frente Parlamentar, deputado federal Zenaldo Coutinho, do PSDB do Pará.
As suspeitas do Zé
Desconfiando que empresários do setor de saneamento estariam se articulando para requerer junto ao Ministério das Cidades acesso aos recursos do Orçamento Geral da União destinados a área de saneamento básico, o vereador Waldemir José (PT) vai assinar o manifesto lançado pela Frente Nacional de Saneamento Ambiental (FNSA), se posicionando contra a destinação desses recursos, que são repassados a fundo perdido, para empresas do setor privado.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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