Causou espanto e apreensão o anúncio do presidente Bolsonaro de estudar a criação de uma zona franca no arquipélago do Marajó, no Pará. Para quem combate abertamente a nossa Zona Franca de Manaus, a mudança do capitão sinaliza que ele, ou quer testar os amazonenses ou os intimidar.
Nesta sexta-feira o prefeito Arthur Neto reagiu com preocupação ao anúncio de Bolsonaro, sobretudo pela logística marítima, que é gargalo para Manaus, mas amplamente favorável aos paraenses.
Experiente em embates pela ZFM em Brasília, Arthur analisa que a proximidade que Marajó tem com o mar, “é a chave para baixar custos e levar vantagem na concorrência conosco”.
A ZFM já beneficia dois polos no Amapá, na capital Macapá e no porto de Santana, vizinha ao Marajó. Uma nova ZF, na foz do rio Amazonas, traria a logística para ampliar esse complexo.
Se o alerta para a Zona Franca estava amarelo com a reforma tributária e o jogo de intimidação do governo, agora passa ao vermelho ‘piscante’ com a ideia malévola do Jair.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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