O senador Arthur Neto começa a ser cobrado pelo fraco desempenho de José Serra no Amazonas. Os tucanos temem que Serra tenha o mesmo desempenho, pífio, de Geraldo Alckmin nas eleições de 2006, quando obteve no estado 170 mil votos, contra 1,07 milhão conferidos ao presidente Lula.
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Naquele ano Arthur foi candidato ao governo e alcançou apenas 74.900 votos, 5,5% do total, bem abaixo de Amazonino Mendes, segundo colocado, com 543.412 votos. Uma eleição que conferiu a Eduardo Braga, hoje candidato ao Senado, a permanência por mais quatro anos no Palácio da Compensa. Braga obteve 50,63% dos votos válidos. Isto é, 687.912 eleitores votaram nele.
EXAGERO TUCANO
É exagero da cúpula tucana espalhar pelos blogs e colunas de jornais que Arthur é quase um desertor. Não é. O problema é que o senador, na intenção de acertar, tem feito más escolhas e se aliado a péssimas companhias.
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Pode terminar sem o necessário cacife para reivindicar um ministério, caso Serra seja eleito presidente em outubro.
NEM COM ALFREDO, NEM COM OMAR
Essa historia de que Arthur Neto se aliou a Alfredo Nascimento, desmentida por ele, é produto das indefinições do senador. E da esperteza também. Arthur quis se dar bem com Omar e com Alfredo, sem se comprometer com nenhum deles. Seu plano era surfar no terreiro dos dois candidatos ao governo e agora tem o espaço limitado. Primeiro, pela desconfiança de que suas intenções não eram mesmo "as melhores possíveis"; segundo porque nem os tucanos serristas acreditam mais no senador, que só pensa, e com razão, em se reeleger.
NO MATO SEM CACHORRO
o advogado DanIel Nogueira, da Jacbo Nogueira, advocacia e Consultoria Empresarial, não atualiza o seu Blog "Blex', desde o dia 26 de julho. O último post, um artigo de Fábio Lindoso Lima, tem o sugestivo título "No mato sem Cachorro."
UM ESCÂNDALO, UMA NOTA
Um jornal divulga informações sobre pagamento, supostamente ilegal, a juízes e desembargadores, com base em números disponibilizados pelo Tribunal de Justiça do Amazonas na Internet, e o presidente da corte, João Simões, se limita a expedir nota na qual afirma que "a noticia será analisada pela Divisão de pessoal e controle interno do tribunal". Ora, a notícia não precisa ser analisada. Sua relevância é meramente informativa. A sociedade quer explicações é sobre os excessos cometidos, e que o tribunal divulgue o nome de quem autorizou os pagamentos e de quem os recebeu. Simples.
A AGENDA DOS CANDIDATOS
O governador Omar Aziz não vai fazer campanha hoje. O dia será destinado a assuntos de governo. Enquanto isso, o senador Alfredo Nascimento continua em Brasília, articulando...
MASKATE NA REDE
A partir do dia 10 o jornal maskate já poderá ser lido integralmente na internet. O anúncio foi feito ontem pelo diretor do matutino, Miguel Mourão. Os jornais estão aos poucos migrando para a "rede". Num futuro próximo fecharão suas oficinas e ficarão on line. Exemplo já foi dado pelo centenário Jornal do Brasil. Que vivia uma crise financeira tão grande quanto as vivenciadas hoje pela maioria dos jornais de Manaus.
EMPREGOS, ONDE ?
A demolição do Estádio Vivaldo Lima emprega, hoje, 100 pessoas. No pico da construção da Arena Amazônia, afirma o secretário estadual de Júlio César Soares, as contratações devem chegar 1.500 em posto diretos e mais 4.500 em indiretos. Assim, pelas contas do secretário, a Arena vai gerar, no mínimo 6.000 empregos. O difícil mesmo é conseguir descobrir onde estarão ‘empregados’ esses 4,5 mil.
APRENDENDO COM O LIXO
Taí um exemplo de carro na frente dos bois que deveria ser seguido. Embora a criação da Auditoria Ambiental do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) ainda vá ser apreciada pela Assembleia Legislativa do Amazonas sabe-se lá quando, o TCE já destacou uma equipe de técnicos para fazer uma auditoria e identificar quais procedimentos estão sendo seguidos em relação ao destino final do lixo manauense. É a tecnologia do lixo sendo apropriada pelo TCE para uso futuro na caça aos ralos do dinheiro público que, como se sabe, às vezes some no meio dos resíd
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.


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