A cidade de Manaus começa a descobrir um mercado promissor e que vinha sendo ignorado nos últimos anos: O turismo gay, que movimenta US$ 70 bilhões no mundo, segundo a International Gay & Lesbian Travel Association (IGLTA). Por enquanto o movimento das empresas do setor de serviços é tímido, pela falta de pessoal preparado para lidar com esse tipo de público, mas vem avançando depois que a Amazonastur reuniu presidentes de associações de orgulho gay e jornalistas da mídia especializada, para apresentar o potencial do turismo GLS no Estado. Não é uma vocação, ainda, mas o Amazonas - com sua riqueza natural - água e florestas - é visto como o estado arco-iris por esse segmento reconhecidamente sensível e preocupado com o Planeta.

Mas os gays ainda preferem viajar para Florianópolis, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. O Amazonas quer morder uma fatia desse mercado que cresce de forma impressionante em todo o mundo. Se vai conseguir ser interessante, pela oferta de serviços, e seduzir gays, lésbicas e travestis, aí é outra conversa. Mas as autoridades do setor de turismo estão cheias de boas intenções...
PIOROU PARA DILMA
A coisa está ficando cada vez pior pro lado da presidente Dilma Rousseff. A cada pesquisa um novo susto. A de ontem, divulgada pelo instituto Sensus, colocando Aécio Neves no segundo turno da eleição presidencial, acendeu o alerta amarelo. E enquanto o PT tenta amenizar a onda do “volta Lula” dentro do partido, o próprio Lula insiste em mandar recados para a “companheira presidente”. No último, ele diz para Dilma que ela tem de dividir poder com PT e aliados e deixar a forma isolada de governar.
Mas a queda sistemática de Dilma tem outro componente negativo, principalmente para o contribuinte. Trata-se do risco de a eleição presidencial se transformar num campeonato de gastança eleitoral. Quando um governo é ameaçado de perder o poder abrem-se os cofres para tentar reverter a situação, e o próprio eleitor acaba pagando a conta depois.
PINGO PONG DE OMAR E MELO
O encontro do PSD em Manaus, que começou na noite de sexta-feira e foi concluído na manhã de sábado, oficialmente não teve nada de conclusivo. Se era para definir posicionamentos a respeito da sucessão estadual, apenas um ficou claro: no diretório regional, Omar Aziz terá liberdade até pra ficar contra a presidente Dilma, com quem o partido está aliado nacionalmente. Numa leitura política do momento, o presidente Gilberto Kassab deixou no ar duas possibilidades. A primeira, de uma composição do PSD com o PSDB do prefeito Arthur Neto e o PP da deputada federal Rebecca Garcia. A segunda, a mesma composição aliada ao governador José Melo.
Fora isso ficou ainda mais indefinições. Como o pingue pongue entre Melo e Omar, com o primeiro jogando a bola “do vice ou da vice” para Omar; e este devolvendo com uma raquetada forte: “é ele quem tem de conduzir e liderar o processo político”.


Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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