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Alberto Neto quer servir a dois senhores...

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Por Coluna do Holanda
09/10/2024 às 00h49 — em Coluna do Holanda
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O deputado Alberto Neto (PL) passa para o eleitor uma mensagem dúbia, quando diz que a eleição deste ano é uma prévia para 2026, com mais vereadores (e prefeito) fazendo a base do bolsonarismo em Manaus, ao tempo em que se propõe, caso eleito,  a adotar políticas marcadamente de   esquerda (grifo meu), "voltadas para o social, para os mais pobres". 

É possível conciliar tudo isso, mas essa combinação de interesses revela um discurso escapista, para convencer o eleitor de que  é possível servir a um modelo de política social (da qual a direita se divorciou), sem abdicar do espírito autoritário, anarquista, violento, contestador do sistema legal  gerado pelo bolsonarismo. 

Alberto  é fruto desse modelo radical, extremista, que não se cria nem gera um ambiente  de confiança e de apaziguamento - ele se diz disposto  governar para todos.

São apenas palavras de um homem em campanha e ele é livre para dizer o que pensa e escolher a melhor forma de seduzir o eleitorado. 

O que não pode e nem deve é misturar o projeto de fortalecer o bolsonarismo para 2026 com o que deveria ser o seu principal propósito: oferecer para Manaus um plano de governo que contemple o desenvolvimento, a geração de empregos, com mobilidade urbana e com políticas voltadas para reduzir a pobreza.  

Com esse discurso dúbio Alberto assusta - pelos pesadelos que cria e pela incapacidade de administrar Manaus sem ajuda do governo federal. Ou vai de pires na mão a Lula, vestindo a camisa da  Seleção  Brasileira, caso seja eleito?

Ainda bem que ser eleito é apenas uma possibilidade que pode ser desfeita ao abrir das urnas no dia 27.

Alberto Neto quer servir a dois senhores..

Veja a entrevista do candidato Alberto Neto à jornalista Paula Litaiff  na Band Manaus.

 

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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