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Agora até as amantes são monitoradas pelo COAF

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’O estado do Amazonas foi capturado pelos grupos de interesse’.

As licitações suspeitas e o livre trânsito de grupos de interesse no governo Wilson Lima vêm sendo monitorados de perto pelos órgãos de controle. O mais ativo é o Ministério Público de Contas, que tem chamado a atenção para atos que fogem a norma e que poderão implicar em ações de improbidade contra o governador e seus secretários.

No âmbito Federal, o MPF age calado, mas já há  uma investigação em curso sobre o uso de verbas do Fundeb, especialmente nos contratos sem licitação da merenda escolar e transporte de alunos, que juntos somam mais de R$ 70 milhões.

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Fora isso, há uma sintonia dessas instituições com a Controladoria Geral da União- a CGU. Foi dessa proximidade do MPC-AM com a CGU que iniciou em 2016 a operação “Maus Caminhos”, comandada pela Polícia Federal e  Ministério Público Federal. Nessa operação, que ainda está na sua quarta fase, foram presos políticos, secretários e empresários  acusados de envolvimento com desvios de dinheiro da saúde no Amazonas.

PARENTES MONITORADOS

A ‘lavagem’ do dinheiro da corrupção agora é um alvo permanente  do  Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). Esposas, amantes, irmãs, filhos e até amigos de políticos  passaram a constituir os PEPs - Pessoas politicamente expostas e, portanto, monitoradas.   

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Não há dados sobre o número de pessoas que fazem parte do grupo Peps no Amazonas, mas estima-se que  chegue a 1 mil.

ESTADO CAPTURADO

Um importante empresário disse à coluna, com a condição de que seu nome permanecesse em sigilo, que  a ação de grupos de interesse chegou a um tal nível no governo do Amazonas que “não seria leviano dizer que o estado foi capturado”.

MARCELO MIRA VIDRAÇA

Marcelo Ramos, que já foi ‘parceiro’ de Luiz Castro na oposição ferrenha aos governos estaduais, agora mira na vidraça dos contratos sem licitação da Seduc. Castro já pagou indenizações no um total de 13 milhões a cinco empresas de alimentação, além de outros que somam R$ 125 milhões.

FERIADÃO ESTICADO

Não é só o senador Flávio Bolsonaro que esticou o feriadão de carnaval. Nas casas legislativas de Manaus poucos políticos circularam pelos corredores nesta semana. Os salários gordos e ‘inchados’ de vantagens permitem ‘férias’ em locais vips de qualquer parte do mundo.

+ BASTIDORES DA POLÍTICA

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