Ao saber que o novo lider do governo no Senado, Eduardo Braga, minimizou o seu poder de fogo dentro do PR, o senador Alfedo Nascimento prometeu a interlocutores que não vai deixar a vida do líder correr na moleza. Na oposição, o ex-ministro diz que manterá um fósforo acesso no pavio curto de Braga. “Ele vai ver que eu existo, sim, no PR”.
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O risco é Braga estimular a ambição de Blairo Maggi, que só pensa em cargos, e Alfredo ser obrigado a se afogar na própria mágoa.
O aprendizado de Marcelo Ramos
Na semana passada o deputado Marcelo Ramos (PSB) acabou deixando escapar uma indiscrição sobre a qual vinha mantendo silêncio desde a sua saída do PCdoB, após desentendimento com os caciques Eron e Vanessa. Falando sobre sua carreira, Ramos disse ser um “homem formado politicamente para o conflito”. Depois completou: “Comecei minha carreira política num partido marcado pela intolerância e pela falta de diálogo”. Confirmou o que muita gente já sabia. Que o PCdoB é um feudo familiar de linha albanesa.
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Deve ter aprendido muito por lá, inclusive cunhado a sua maior marca: a de não tolerar os que contestam suas posições.
Veja diz que Braga tem traços de Dilma
“Amigo de Lula e do ex-ministro e deputado cassado José Dirceu, Braga tem traços de comportamento parecidos com os da presidente: cobra resultados, é estudioso, duro nos debates e gosta de uma boa briga. “Não tenho queixo de vidro”, disse o senador em entrevista a Daniel Pereira.
Relembrar nunca é demais
Na coluna “Radar”, a revista lembrou que o suplente de Braga no Senado, o empresário Lírio Parisotto, dono da Videolar, declarou ao Tribunal Eleitoral do Amazonas patrimônio de R$ 616 milhões nas eleições de 2010. Passados pouco mais de um ano, Parisotto surge na lista da revista Forbes como dono de R$ 3,8 bilhões.
Belão virou as costas para seu reduto eleitoral
Ninguém entendeu os motivos que levaram o deputado estadual Belarmino Lins (PMDB) a abandonar o vôo que seguiu para Parintins na sexta-feira pela manhã, quando ocorreu a Assembleia Itinerante do Baixo Amazonas na Ilha Tupinambarana. Belarmino foi um dos dez deputados que não compareceram à sessão. Os municípios que formam a área do baixo Amazonas são currais eleitorais dos Lins há mais de duas décadas.
Sem disfarce
E por falar em deputados, funcionários do cerimonial da Assembleia Legislativa do Amazonas ficaram estarrecidos com o comportamento dos deputados que assistiram às apresentações de dançarinos dos bumbás Garantido e Caprichoso. O motivo de toda a euforia dos parlamentares em Parintins foi o figurino nada discreto das dançarinas. “Só falta agora um se levantar e ir dançar lá na frente”, comentou uma das assistentes.
Ex-senador desembarca em Manaus
O ex-senador Arthur Neto (PSDB) chega a Manaus nos próximos dias, quando dará a largada oficial para sua candidatura em 2012. O desafio de Arthur é convencer os aliados de que com a aparente saída do senador Eduardo Braga (PMDB) da disputa, manterá sua decisão de disputar uma vaga na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Tem muita gente ‘grande’ tentando convencer o tucano a disputar a Prefeitura. Arthur sabe bem o tamanho da passada que terá de dar.
PSD, PP, PMN e PSDC juntos em Maués
O deputado estadual Josué Neto publicou ontem à noite no seu perfil do microblog twitter que os partidos PSD, PP, PMN E PSDC deverão apoiar uma mesma candidatura em Maués e que a intenção é lançar uma mulher para suceder o prefeito Belexo. O deputado Sidney Leite (DEM) também cisca fortemente na área, mas na oposição.
Mas que hombre
Durante uma sessão especial na Assembleia Legislativa, o presidente Ricardo Nicolau (PSD) chegou quando o evento já corria, procurou uma bancada no plenário quase vazio, sacou o tablet e começou a pesquisar na internet. Quando foi chamado a se pronunciar, dirigiu-se à tribuna e meio sem jeito, confessou: “Eu estava pesquisando aqui (mostrou o tablete) sobre o movimento de vocês, mas o relatório está em italiano, e como eu não domino bem a língua italiana vou tentar aproveitar alguma coisa”.
Goteiras na CPi da água
Para evitar que um eventual esvaziamento da CPI da água acabe refletindo negativamente na opiniao pública, o presidente da Câmara, isaac Tayah, está trabalhando para que o petista Waldemir Jose assuma um dos cargos chaves na comissão. Waldemir foi o maior defensor da instalação da CPI para apurar a lisura do contrato de concessão, a repactuação e suposta violação de cláusulas pela concessionária Águas do Amazonas.
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É uma boa forma de dividir responsabilidades. O que a opinião pública vai dizer depois será problema de todos os vereadores.
Bancada dividida
O prefeito Amazonino Mendes ainda não percebeu que a sua bancada na Câmara de Vereadores está divida entre os que seguem sua orientação e trabalham para jogar toda a responsabilidade do problema do fornecimento de água em Manaus no ex-prefeito Serafim Correa e os que se tornaram de uma hora para outra simpáticos a ãguas do Amazonas, cujo intreresse é abortar a CPI. Nesse grupo, falando dificil, está o vereador Wilker Barreto.
Propinoduto do outro lado da ponte
No front de Novo Airão parece que a coisa á mais cabeluda que uma simples briga pela sucessão. Ontem o secretário de Finanças exonerado André Mourão, o Mourãozinho, disse que ele não foi demitido, mas sim, pediu demissão do cargo. Pelo lado do prefeito Leosvaldo Roque, o Gordo, a explicação é que Mourão pediu sua saída para disfarçar um “propinoduto” que ele próprio instalara na Secretaria de Finanças desde 2009. Pelo tubo de sucção estariam passando todo mês cerca de R$ 100 mil. Ou seja, aproximadamente R$ 4 milhões foram desviados dos cofres da prefeitura no período.
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O que os opositores do prefeito Leosvaldo Roque, agora liderados pelo vice Vanda, dizem é que o Gordo sabia e participava do esquema, no qual tinha um funcionário que era seu homem de confiança. Só não desconfiava era que o Mourãozinho estivesse abocanhando uma fatia maior que a dele. Agora o prefeito está de mãos atadas, porque Mourão já avisou que tem cópias de todos os cheques e documentos que serviram para desviar os recursos. São assinados pelo prefeito.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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