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A falência do transporte público em Manaus

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Por Coluna do Holanda
12/03/2017 às 00h53 — em Coluna do Holanda
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O transporte público em Manaus virou um caso para intervenção. E urgente. O que se discute hoje não é   apenas  o valor da tarifa, mas a qualidade de um serviço que só tem piorado. 

As mudanças que a Prefeitura vem anunciando não tem efeito prático, porque visam apenas justificar a tarifa de R$ 3,80, que além de cara, é geradora de conflitos entre usuários e cobradores por causa da questão do troco.

São propostas confusas, que passam do BRT para o sistema aeromóvel, enquanto na prática o transporte público é o que se vê: uma mistura de ideias extravagantes, incompetência e desrespeito aos moradores da cidade.

A chuva deste sábado mostrou o sistema Frankstein, piorado na atual administração: ônibus com poltronas rasgadas e  vazando pelo teto. Um caso de polícia, uma agressão à cidade de Manaus e seu povo. 

NOTA EXPLICA NADA

Por pouco a partida entre  Flamengo x Vasco, na Arena Amadeu Teixeira,  não foi suspenso. O vazamento de água do teto atrasou o inicio da partida, gerando críticas da crônica esportiva.  A Sejel culpa "a ventania  pelos respingos que atingiram o palco da partida". Mas faltou mesmo foi manutenção, zelo por um  espaço público que deveria passar de forma planejada por sucessivas avaliações. 

HISTÓRIA E 'ESTÓRIA'

A história da lona, testada semana antes, contada na nota da  Sejel,  foi na verdade, apenas "estória" mal contada para justificar um grande vexame.

FIGURÕES AGORA TREMEM DE MEDO

Até a semana passada receber dinheiro ‘sujo’ como doação legal de campanha não era crime. Neste precedente, acusados na Lava Jato se apoiavam para declarar inocência diante das delações de propina para campanha eleitoral.
No meio da semana o STF jogou um balde de água fria nessa ‘arma’ da defesa. A 2ª Turma de ministros acatou denúncia do MPF contra o senador Valdir Raupp, de Rondônia, por receber 500 mil de propina da Queiroz Galvão na forma de doações legais.

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Nesse item, a Lava Jato vai poder ‘enquadrar’ a maioria dos figurões que se beneficiaram de doações declaradas ao TSE, mas que são identificadas nas ‘listas de propinas’ das grandes empreiteiras. Inclusive alguns do Amazonas, do PMDB, PSD e PSDB.

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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