Uma expedição à África. Esse será o tema da primeira edição do “Passaporte Global”, evento realizado pelo Impact Hub Manaus para falar sobre experiências de intercâmbio, choque cultural, aprendizados e desafios.
A estreia será no dia 21 de fevereiro, às 19h. Os participantes viajarão pela Uganda com a Juliana Teles; Moçambique, com o Camillo Bringel e o Quênia, com a Marina Souza, que vão contar suas experiências nesses países.
Em 2012, a jornalista Juliana Teles, co-fundadora do Impact Hub Manaus, passou dois meses em Uganda e diz que a experiência a fez perceber o mundo. “Foi uma oportunidade de ver e vivenciar o mundo, de perceber que o que nos une é o amor, a alegria, independente de qual região do planeta você está. Fui para Uganda achando que poderia ajudar a transformar algo naquele país ‘tão carente’. Que ingênua! Eles é que me ajudaram a ser uma pessoa melhor”, comenta.
Já o administrador Camilo Bringel fez intercâmbio social em Moçambique em 2011. Ficou três meses no País.
“Queria passar por um lugar onde eu pudesse aprender, mas também pudesse ensinar, deixar um legado, uma contribuição. Escolhi Moçambique. Trabalhei numa ONG moçambicana que realiza ações para reduzir os riscos de transmissão do HIV onde desenvolvi um trabalho de captação de recursos e de construção de planejamento estratégico. Essa experiência também foi essencial para a construção da minha carreira que veio depois do intercâmbio”, afirma.
O fascínio pela África por conta da cultura, riquezas naturais e pelo povo africano, levou a jornalista Marina Souza para o Quênia em 2013.
“A paixão (pela África) aumentou quando me envolvi com o “50 sorrisos”, projeto voluntário que apoia crianças carentes de uma escola em uma favela de Nairobi. Fui madrinha de uma criança por um ano, garantindo alimentação e estudos. Decidi conhecê-lo e fui voluntária nesta escola durante um mês”, conta.
Marina também afirma que a experiência mudou a sua vida. “Vivenciei os momentos mais críticos, como quando vi uma pessoa morrer de fome no meio da rua. Mas a resiliência e amor pela vida dessas pessoas me deram uma enorme lição. Apesar das dificuldades, eles vivem tudo intensamente, levam uma vida leve e são extremamente gratos por tudo o que têm. É uma lição para a nossa sociedade que tem padrões de consumo tão altos e reclama tanto da vida. Eu, definitivamente, voltaria para o Quênia”, pontua.
O ‘Passaporte Global’ é aberto a quem tiver vivido intercâmbio nesses países ou em outros africanos e também para quem tem vontade de conhecer. Entrada pague quanto vale.

