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Filme 'Apenas Bons Amigos' comemora 30 anos com exibição no Cine Teatro Guarany

 Filme 'Apenas Bons Amigos' comemora 30 anos com exibição no Cine Teatro Guarany
Foto: Divulgação
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Manaus/AM - Em 1989, “Apenas Bons Amigos” era lançado em Manaus, e, neste sábado (06/07), às 18h, o filme comemora 30 anos com uma exibição especial no Cine Teatro Guarany, às 18h, com entrada gratuita, por meio da Mostra de Cineastas Amazonenses. O evento é promovido pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC). A classificação do filme é para 16 anos.

Com direção de Lucius Gonçalves, o elenco conta com Wagner Melo, Ednelza Sahdo, Zezinho Correa, Macedo Filho, com participação de Fábio Marques, Hélio Marques e Moacir Andrade.

“O filme trata de uma temática LGBTQI, que à época era considerada de vanguarda no cinema. Conta a história de um artista plástico de talento e pobre que vivia um romance com um jovem. Após conseguir exibir suas obras em Nova Iorque, ele volta para Manaus e descobre que foi traído pelo companheiro. As consequências do triângulo amoroso terminam em um crime. O filme também trata de várias questões envolvendo o cenário artístico”, resume o diretor do longa.

Segundo Gonçalves, o filme foi exibido em Manaus na época, porém, ainda necessitava de ajustes na edição. Após ser reformulado, a equipe de produção levou o filme para ser exibido no festival “Fest Rio”, em 89.

“Conseguimos espaço na categoria de produtores e diretores independentes, apesar de todas as dificuldades de logística e produção. É interessante esta exibição atual para mostrarmos como era o cinema na época, pois hoje, com a tecnologia, se faz cinema com o celular. Já naquela época, havia uma série de dificuldades”, destaca Gonçalves.

Wagner Melo, que interpretou o artista plástico Ricardo Rosa no longa, destaca que o filme registra um momento histórico de Manaus. “Além de ser um filme tão ousado para a época, o filme mostra uma Manaus que não existe mais, boa parte do filme se passa em uma das palafitas do centro, mostra o Teatro Amazonas em obras, e muito mais”, diz.

“A narrativa do filme é baseada na história do Roberto Cravo, um artista plástico amazonense que foi marginalizado, então o filme faz essa crítica das classes sociais que ascendem e aquelas que são marginalizadas”, complementa.

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