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Editora de HQs rompe com Neil Gaiman em meio a acusações de assédio sexual

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A editora Dark Horse Comics, que publica quadrinhos de Neil Gaiman, anunciou neste fim de semana que não trabalhará mais com o autor devido a acusações de agressão, abuso e coerção sexual contra o autor de "Coraline".

O anúncio foi feito pelo perfil da editora no X, antigo Twitter. O post feito no último sábado dizia o seguinte: "A Dark Horse leva a sério as acusações contra Neil Gaiman e não publicaremos mais suas obras".

Com essa decisão, a publicação da série de quadrinhos "Anansi Boys", uma adaptação do romance homônimo de Gaiman publicado em 2005, foi interrompida antes de seu último volume.

A decisão ocorre após uma reportagem publicada neste mês na Vulture, braço da revista New York, que continha alegações de que Gaiman abusou sexualmente e agrediu várias mulheres ao longo de vários anos.

Em seguida, o escritor respondeu publicamente às acusações e negou envolvimento com qualquer prática de sexo sem consentimento. "Eu não aceito que tenha havido qualquer abuso", afirmou em nota publicada em seu site pessoal no dia seguinte à publicação da reportagem.

O anúncio da Dark Horse Comics é a mais recente consequência negativa do caso para Gaiman, mas não é a única. Ao longo dos últimos meses, adaptações televisivas de seus trabalhos foram pausadas, produções foram canceladas e outras editoras se afastaram de novos projetos com ele.

Em um memorando interno que circulou na editora W.W. Norton no início deste mês, o presidente da empresa anunciou não trabalharia mais com Gaiman e não assumiria nenhum projeto futuro dele. A casa é a responsável por publicar "Mitologia Nórdica" nos Estados Unidos.

A HarperCollins americana, que publicou muitos dos títulos mais populares de Gaiman, como "Coraline" e "Good Omens", disse que não tem novos livros planejados do autor.

O artigo da Vulture, publicado em 13 de janeiro, deu forma a alegações que começaram a circular em meados do ano passado, quando várias mulheres apareceram em um podcast intitulado "Master" para denunciar experiências de abuso com o autor.

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