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Eddie Murphy expõe intimidade, revisita hits e encara fracassos em documentário da Netflix

Por Folha de São Paulo

14/11/2025 17h50 — em
Arte e Cultura



RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Eddie Murphy, 64, aparece como raramente o público viu: por trás das câmeras e de sua persona escrachada. Esse é o ponto de partida de "Eu, Eddie", novo documentário da Netflix. Ícone de franquias como "Um Tira da Pesada (1984, 1987 e 1994), O Professor Aloprado (1996) e Dr. Dolittle (1998), o ator surge à vontade ao revisitar sua trajetória e afirma que a autoconfiança foi o motor de sua carreira. "Minha maior bênção é que eu me amo", diz logo de início.

Ele aprofunda o pensamento: "Sempre me amei, sempre fui meu maior fã. Isso está no cerne de todas as decisões que você toma. Algumas pessoas passam a vida inteira e só no fim dizem: ‘Finalmente me amo’. Eu sempre fui assim." Murphy conta ainda que esse amor-próprio o protegeu do lado sombrio de Hollywood, do abuso de álcool e drogas — tragédias que marcaram a vida de muitos de seus ídolos e colegas de comédia.

O documentário também abre as portas da mansão do ator em Beverly Hills, Los Angeles, uma propriedade de 32 cômodos construída há 20 anos e avaliada em US$ 85 milhões (cerca de R$ 450 milhões). É ali que Murphy vive com a segunda mulher, a modelo australiana Paige Butcher, e os dois filhos do casal: Izzy, 9, e Max, 6.

Ao todo, o ator é pai de dez filhos, de cinco relacionamentos diferentes. O primogênito, Eric, é filho de Paulette McNeely; Christian nasceu da relação com Tamara Hood; e Angel é fruto do namoro com a ex-Spice Girl Melanie Brown, a Mel B. Já Bria, Myles, Shayne, Zola e Bella são do primeiro casamento com Nicole Mitchell. O ator admite que o tamanho da família ainda o surpreende: "Simplesmente aconteceu. Nunca imaginei ter dez filhos, mas agora é a melhor coisa do mundo. Se você pode sustentar tantos filhos, deve ter quantos puder", disse à People.

Eddie Murphy também encara seus tropeços na telona. No documentário, ele revisita seus fracassos comerciais e lamenta a recepção de Um Vampiro no Brooklyn (1995), um dos filmes mais criticados de sua carreira. "Ninguém se propõe a fazer um filme ruim", afirma o comediante, que admite ter ficado profundamente magoado com as críticas da época.


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