Início Arte e Cultura Conheça Melton Sello, banda inspirada em Selton Mello, que quase se chamou Rony Tamos
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Conheça Melton Sello, banda inspirada em Selton Mello, que quase se chamou Rony Tamos

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Piadas, brincadeiras e trocadilhos sempre rondavam os papos entre Gabriel Barros, Gabriel "Bill" Dias, Caio Paranaguá e Igor Rodrigues. E foi numa dessas conversas que surgiu a ideia do nome da banda que formaram. Após cogitarem Rony Tamos, em referência a Tony Ramos, pensaram: Que tal Melton Sello?

Foi dessa forma, em 2018, no Rio de Janeiro, que surgiu o grupo de pop punk "suave", como definem. Também ator, o vocalista, Caio, tem Selton como inspiração e suas vidas têm alguns pontos em comum.

"No teatro, já fiz alguns personagens que foram dele. Nesse ano mesmo, atuei numa montagem de 'Lisbela e o Prisioneiro'", comenta Caio, que reforça o carinho pelo homenageado. "Gostamos da forma como ele também brinca na internet, parece ter as mesmas piadas que nós, é um cara maneiro. Não queremos copiar ou incomodar o Selton, mas fazer uma homenagem", conta.

Um EP (disco com até seis faixas) da Melton Sello lançado em 2023 tem como nome "Só Sei Que Foi Assim", uma referência à fala mais clássica de Chicó em "O Auto da Compadecida" (2000).

Apesar de preferir não colocar menções em todas as músicas, a banda projeta novos trabalhos que remetam à trajetória do artista. Um deles é o próximo disco que já está sendo gravado e que deverá contar com mais homenagens.

Com bandas como Charlie Brown Jr., Blink 182 e Green Day como referências, a Melton Sello celebra shows fora do Rio de Janeiro. Em plataformas musicais como o Spotify, contam com 3.600 ouvintes mensais e mais de 200 mil plays em suas canções. A mais famosa delas é "Depois que Cê me Deixou".

Mas será que Selton Mello sabe que eles existem? Caio acredita que sim. "Uma galera sempre o marca nas redes, mas fico preocupado de ele não gostar da insistência", aponta. Certa vez, a vida como ator também proporcionou ao vocalista uma oportunidade de tentar se aproximar do ídolo.

"Nas gravações de 'Ainda Estou Aqui', entreguei à Maitê Padilha, uma amiga e atriz que participou do longa [fez Cristina] uma camisa da banda e uma cartinha escrita à mão para entregar a ele. Mas nunca nos respondeu. Não quero ficar sugando o cara", afirma. A reportagem também tentou "apresentar" a banda ao ator por meio de mensagens nas redes sociais, mas não houve retorno até a publicação.

Nada disso esmorece a banda, que projeta mais shows (atualmente eles fazem poucos por mês) e diz que o sucesso internacional de Selton, sobretudo após o Oscar com o filme brasileiro, acaba respingando de leve no trabalho deles.

"Várias vezes as pessoas erram o nome dele no Google e chegam a nós", diverte-se. "Se um dia o Selton nos divulgar seria maneiríssimo, mas o que queremos mesmo é viver disso, nos apresentar em grandes festivais, levar nosso som para mais gente", define.

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