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Governo do Amazonas acusado de superfaturar cirurgias em R$ 8 milhões

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As cerca de 700 cirurgias anunciadas pelo governo do Amazonas para agilizar o atendimento de alta complexidade no Hospital Delphina Aziz foram superfaturados. Custaram R$ 8 milhões a mais   do que a menor proposta apresentada.

O  secretário da Susam Vander Alves, indicado por David Almeida para assumir a pasta, teria pedido, segundo a direção do  IGAM, que o instituto apresentasse uma proposta para realização de 780 cirurgias na unidade de saúde. 

 

 

 

O IGAM protocolou a proposta no último dia 27 de julho, onde cobraria R$ 1,650 por cirurgia totalizando R$ 1.287.000 para todos os 780 procedimentos que deveriam ser realizados. 

No entanto, no dia 4 de agosto, a Susam publicou o resultado favorecendo a IMED em um contrato de R$ 8,4 milhões, ou seja, por cirurgia seria cobrado em torno  R$ 10,8 mil. R$ 9 mil reais a mais do que o proposto pelo IGAM.

Além disso, a IMED decidiu  contratar o Instituto de Cirurgiões do Amazonas (ICEAM), cooperativa que vai realizar as cirurgias. Cada médico vai receber R$ 1.430 por cirurgia, o que totaliza R$ 1,1 milhão. Subtraindo do valor final do contrato proposto na Susam que é de R$ 8,4 milhões, a IMED estaria lucrando R$ 7,3 milhões. 

IMED investigada por irregularidades em contrato de gestão

Em fevereiro deste ano, o Ministério Público de Contas pediu a anulação de um outro contrato que já existe entre a Susam e a Imed, que cuida gestão do Delphina Aziz atualmente. Na denúncia, o MPC alega que encontrou irregularidades na formalização do contrato de gestão já que a IMED não possui experiência para assumir o serviço e  a licitação não foi amplamente divulgada, o que poderia ter favorecido o instituto. 

 

Outra irregularidade apontada pelo MPC foi a renovação do contrato por mais seis meses e sem processo seletivo, para prestação de mais um serviço que é conduzir equipamentos nos exames por imagens e produzir laudos, o que é, segundo o MPC, juridicamente vedado. 

 

O Ministério Público pede que o TCE determine a Susam que prepare um novo modelo de gestão para o hospital.

 

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