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Vereadores de Careiro recebiam até R$ 20 mil de propina por mês

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Vereadores de Careiro recebiam até R$ 20 mil de propina por mês
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AMAZONAS - O julgamento do caso denominado “Operação Apagar das Luzes” que apura o esquema escandaloso de corrupção no município de Careiro Castanho chegou ao fim, porém com novas revelações. Algumas delas assustadoras.

Conforme Antônio José de Oliveira (vulgo Antônio Preto) - que segundo o Ministério Público era um dos articuladores do grupo criminoso - o vice-prefeito Nailson Guedes chegou a ameaçar o então prefeito Hamilton Villar de cortar seu dedo caso não pagasse R$ 40 mil de propina. O relato foi feito enquanto era inquirido pelo promotor de justiça, Dr. João Guimarães.

(Na foto, o  promotor João Guimarães solicitou da juíza Sabrina Cuba Ferreira. Foto: Divulgação)

Ainda conforme o acusado, todos os vereadores na época em que Hamilton era prefeito recebiam propinas. “O mensalinho era pago todo dia 15 e quando atrasa gerava brigas”, relatou durante o julgamento.

Sobre os valores pagos de propina Antônio Preto revelou que inicialmente eram pagos R$ 6 mil para cada vereador e R$ 10 mil para o presidente e líder do governo na Câmara. Em seguida os valores aumentaram para R$ 10 mil aos vereadores e R$ 20 mil para o presidente e líder do governo.

O atual vice-prefeito do município foi citado como um dos beneficiados com o recebimento de propinas. Na época ele era vereador.  Cinco dos vereadores beneficiados foram reeleitos.

Diante destas informações o promotor João Guimarães solicitou da juíza Sabrina Cuba Ferreira que fossem extraídas cópias dos termos de depoimento dos acusados e remetidos à autoridade policial para a instauração de novo inquérito para apurar os crimes revelados.

“Tudo vai ser devidamente apurado e, se no transcorrer das investigações policiais, ocorrer qualquer tipo de ameaça às testemunhas ou tentativa de sumiço de provas, não descartamos o requerimento de novas prisões preventivas”, declarou a promotoria ao Portal do Holanda.

Foram quatro dias de instrução e julgamento e 14 pessoas foram denunciadas pelo MP por corrupção passiva, lavagem de dinheiro, fraudes à licitação e organização criminosa.

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