Manaus/A - A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) convocou diversos órgãos de saúde para fortalecimento do monitoramento da Covid-19, na capital e nos municípios, para cumprimento das metas previstas no Plano de Contingência. A reunião, realizada neste sábado (22), na sede da secretaria, foi motivada, principalmente, pela introdução da variante identificada na Índia, a B.1.617, que chegou ao país a partir do Maranhão.
Cada área vai apresentar sua estratégia de trabalho para as ações definidas no Plano de Contingência, com foco, principalmente, na prevenção e interrupção da cadeia de transmissão do vírus.
“A nossa ideia é, em função do que ocorreu no Maranhão, a variante identificada na Índia naquele navio, nós estabelecermos ações para o monitoramento de possíveis casos que cheguem ao Amazonas. Então, nós dividimos as equipes dos diversos temas, não somente no ponto de vista da vigilância, mas na ampliação da assistência, e nós vamos agora, diariamente, reunir com essas equipes para avançarmos na execução dos planos de cada equipe”, salientou Marcellus.
Desde abril deste ano, o estado ampliou a oferta de testes RT-PCR nas unidades de porta de entrada, na rede de saúde pública, para monitoramento de pacientes com sintomas gripais. Os primeiros resultados mostram que a taxa de positividade dos testes RT-PCR está com percentual de 10%, sendo que a média nacional é de 20%. O secretário de saúde destaca que a meta é reduzir a taxa de positividade para 5%, seguindo recomendação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
Variante – A variante B.1.617, identificada na Índia, ainda é considerada nova para pesquisadores, conforme explica o secretário Marcellus Campêlo. Por conta disso, gera uma preocupação maior, pois se mostra mais letal e com maior potencial de infecção.
“Essa (B.1.617) é a variante mais nova registrada no mundo. Mas, a OMS já declarou uma variante de preocupação. Nós temos visto o que está acontecendo na Índia, uma explosão de casos, de internação e, infelizmente, de óbitos. Então, ela tem preocupado todos os países e é necessária a vigilância máxima em relação a isso, é o que nós estamos fazendo. O que nós sabemos é que ela é muito mais contagiosa, muito mais letal também”, iniciou.
“Então, não sabemos como fica em relação à resposta da vacina a essa variante, os estudos ainda prosseguem. Esperamos que a vacina que nós estamos aplicando seja também eficaz em relação a essa variante, mas nós não podemos descuidar e precisamos avançar nos procedimentos de vigilância em relação a ela. Por isso que nós estamos reunindo toda a equipe de saúde do estado do Amazonas para tomarmos essas ações”, encerrou.
Sobre a vigilância em portos, aeroportos e fronteiras, o tema já está em discussão entre a FVS-AM e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que devem apresentar nos próximos dias um plano de ação para as autoridades competentes, focado no monitoramento e identificação da variante B.1.617 e das demais em circulação.
Cenário – Na reunião, realizada neste sábado, a FVS-AM apresentou dados epidemiológicos referentes à média móvel de casos e óbitos da Covid-19, de hospitalizações e a taxa de ocupação de leitos nos últimos dias, até o dia 19 deste mês.
O estado apresenta uma queda de 9% na média móvel dos últimos 14 dias de casos positivos, com 500 casos sendo registrados ao dia. Para óbitos, houve queda na média móvel de 53% se considerada a data de ocorrência.
O ponto de atenção da rede está nas hospitalizações na rede pública, que cresceu 14% em leitos clínicos e 117% em leitos de UTI, nos últimos 14 dias.
A taxa de ocupação de leitos Covid-19 na rede pública está em 35% para leitos clínicos e 56% para UTI.

