O governo Federal está tentando convencer o governador Omar Aziz a consentir a criação de uma unidade de conservação federal no municipio de Maués. A área tem quatro vezes o tamanho do Estado de São Paulo. A medida preservaria, segundo estudos dos centros nacionais de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros, de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros e de Pesquisa para a Conservação das Aves Silvestres, o macaco-aranha, o cuxiu-de-nariz-vermelho e o macaco-barrigudo, três das espécies listadas no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, além da onça-pintada.
O problema é que se ajuda a preservar a biodiversidade na área impede o seu uso econômico e reduz a capacidade de desenvolvimento de Maués.
A secretária de Meio Ambiente do Amazonas, Nádia Ferreira, diz que o Estado está analisando o pleito do governo federal.
"Vamos analisar não apenas do ponto de vista ambiental, mas econômico. Cerca de 60% de Maués tem uso econômico limitado por Unidades de Conservação federais e estaduais, além de territórios indígenas", disse a secretária a jornalista Marta Salomom, de O Estado de São Paulo.
"Temos muito cuidado na tomada de decisão. As unidades têm de vir como sinônimo de desenvolvimento sustentável e temos várias categorias de proteção mais adequadas à vocação do município", disse Nádia.
O Amazonas prefere que a área - da União - seja transformada em reserva de uso sustentável. O modelo de exploração é semelhante ao das reservas extrativistas, onde populações tradicionais têm direito ao uso por meio de contrato de concessão.
