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Umanizzare deixa administração do Compaj após chacinas históricas em Manaus

Sob nova direção

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Manaus/AM - O Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) não é mais administrado pela empresa Umanizzare. Segundo o Governo do Estado, o contrato da gestora encerrou no dia 10 de junho e a mesma foi substituída pela empresa baiana Reviver Administração Prisional e Privada.

A nova gestão é provisória e o contrato emergencial deve durar apenas até uma nova empresa ser selecionada por meio de processo licitatório. A previsão é que a licitação seja lançada em agosto, mas o resultado final pode sair apenas no ano que vem. Até lá, o Governo dividirá a gestão com a Reviver.

A administração da Umanizzare já era alvo de discussão por conta de constantes denúncias e declinou de vez após o massacre ocorrido em janeiro de 2017, quando 56 detentos foram executados por colegas no Compaj.

A partir daí, o estado já havia afirmado que não tinha mais interesse em renovar o contrato e que apenas esperaria o encerramento dele, o que ocorreu no último dia 1 de junho. Com a saída certa, a Umanizzare ainda enfrentou outra chacina recente em maio deste ano.

Na ocasião, 15 internos do Compaj foram assassinados novamente no local. Familiares se revoltaram e questionaram a capacidade da empresa e do estado em cuidar dos detentos.

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