Pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INpa) tiveram seu trabalho patenteado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).
A pesquisa intitulada “Atividades Antimicrobianas de Extratos Obtidos do Cultivo do Fungo Trametes SP. 11E4 (Polyporacea Basidiomycetes)”, é resultado do trabalho dos pesquisadores Helenires Queiroz de Souza, da Ufam, e Luiz Antônio de Oliveira, do Inpa e esta é a quinta patente obtida por meio da parceria das duas instituições de ensino e pesquisa. A concessão foi informada na Revista de Propriedade Intelectual (RPI).
A patente é resultado da tese “Detecção de antimicrobianos e enzimas de basidiomycetes da Amazônia, Brasil”, defendida em 2006, pela professora Helenires Queiroz de Souza, enquanto doutoranda da primeira turma do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da Ufam.
“Nessa pesquisa fiz a busca por fungos macroscópicos ou chamados cogumelos e seus antibióticos e enzimas. Uma amostra desses fungos apresentou destaque com poder antimicrobiano sobre várias linhagens de bactérias de interesse agroflorestal e farmacêutico. Assim o material produzido bem como o processo foram protegidos iniciando-se o pedido de patente”, contou a pesquisadora. “Fiquei feliz pelo reconhecimento desse trabalho e da patente e que seja um incentivo para os estudantes”, declarou a professora.
De acordo com a Pró-Reitoria de Tecnologia e Inovação (Protec), o pedido foi depositado junto ao Inpi em 2007. A validade da patente é de 20 anos contados da data de depósito, ou seja, até 28 de dezembro de 2027, e é a quinta patente concedida em parceria com o Inpa. “O processo é longo. O Inpe tem que fazer toda uma análise e uma pesquisa que por si já é demorada, mas eles ainda têm poucas pessoas trabalhando”, informa a pró-reitora da Protec, professora Tanara Lauschner.
A invenção é direcionada a extrato de fungo compreendendo atividade antimicrobiana. Mais especificamente, os fungos usados pertencem à família dos Polyporadeae, especificamente gênero Trametes, nomeado Trametes SP. 11E4.
O extrato demonstrou atividade contra bactérias tais como R. sonalacearum, E. coli, S. aureus, B. cereus and S. anatum, e pode ser usado em composições, tais como composições antiparasíticas, as quais são utilizadas na agricultura como, por exemplo, no tratamento da proliferação bacteriana e na medicina.
“São necessárias mais pesquisas para aprofundar o potencial desses microrganismos. Então, estamos abertos a parcerias com empresas de biotecnologia e farmacêuticas para trabalhar essa patente”, expõe a professora Helenires Souza.



