A Cânula Nasal de Alto Fluxo (CNAF), equipamento de suporte respiratório desenvolvido na Universidade do Estado do Amazonas (UEA), entrou em uso na última terça-feira (16). A primeira pessoa a utilizar o aparelho é um homem de 57 anos, com caso agravado da doença.
O fisioterapeuta Bruno Paixão, atuante no hospital onde a Cânula está sedo testada, acompanha diariamente o paciente que está fazendo o uso da CNAF, também chamada de cateter de alto fluxo. Ele fala sobre a evolução do paciente desde o início do uso do equipamento.
“Ele permite o uso mais confortável no paciente. A gente tem outras interfaces que poderia usar, mas o cateter fica só na área nasal, então ele fornece um melhor fluxo umidificado e esse paciente está evoluindo. Ele começou com uma saturação bem ruim e agora está chegando numa saturação ótima para a gente e está conseguindo manter isso”, destacou o fisioterapeuta.
“É um caso grave, mas o fato de usar esse equipamento permite que o paciente continue se comunicando, o paciente consegue se alimentar, conversar um pouco”, explica o médico. “As vias aéreas não ficam tão secas, porque o equipamento não permite que elas fiquem úmidas, mas ele não tem uma situação tão desconfortável como normalmente tem quando usa alto fluxo com outros tipos de equipamentos”, explicou.



