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Travessia Manaus - Iranduba interrompida. Caminhoneiros protestam

Os  aquaviários iniciaram esta manhã uma operação tartaruga. Das oito balsas utilizadas na travessia Manaus-Cacau Pirera, apenas três estão operando. A fila de caminhões com tijolos e telhas cresce especialmente do porto do Pepeta, no Iranduba, onde os caminhoneiros iniciaram um protesto.

O serviço de travessia sempre foi precário, mesmo quando está funcionando com todas as balsas a serviço da SNPH. Com a greve e a consequente redução do número de balsas pela metade, o desconforto de quem tinha que esperar uma  hora para a travessia aumentou para três horas.

Os trabalhadores estão pressionando o governo para mudar o regime de trabalho. Querem passar da  Consolidação das Leis do Trabalho - a CLT - para o sistema estatuário.  Na prática, tentam garantir que com a inauguração da ponte, prevista para janeiro, permanecerão nos seus empregos.

Pela manhã os caminhoneiros  firmaram um acordo com a direção da SNPH, pelo qual todas as balsas voltariam a funcionar até as 14 horas.   A SNPH negou que a greve esteja ocorrendo. Explicou que as balsas foram retiradas de operação  para uma vistoria pela  Marinha do Brasil, mas o fato é que os trabalhadores deram mesmo início a uma operação tartaruga e pretendem iniciar  uma greve geral   nesta sexta-feira, para  forçar o governo a tomar uma posição  sobre a principal reivindicação: a mudança do sistema CLT para estatutário.

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