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O serviço de travessia sempre foi precário, mesmo quando está funcionando com todas as balsas a serviço da SNPH. Com a greve e a consequente redução do número de balsas pela metade, o desconforto de quem tinha que esperar uma hora para a travessia aumentou para três horas.
Os trabalhadores estão pressionando o governo para mudar o regime de trabalho. Querem passar da Consolidação das Leis do Trabalho - a CLT - para o sistema estatuário. Na prática, tentam garantir que com a inauguração da ponte, prevista para janeiro, permanecerão nos seus empregos.
Pela manhã os caminhoneiros firmaram um acordo com a direção da SNPH, pelo qual todas as balsas voltariam a funcionar até as 14 horas. A SNPH negou que a greve esteja ocorrendo. Explicou que as balsas foram retiradas de operação para uma vistoria pela Marinha do Brasil, mas o fato é que os trabalhadores deram mesmo início a uma operação tartaruga e pretendem iniciar uma greve geral nesta sexta-feira, para forçar o governo a tomar uma posição sobre a principal reivindicação: a mudança do sistema CLT para estatutário.

