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Tjam nega pagar pensão a viúva de motorista morto ao reagir a assalto

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Manaus ( Portal do Holanda) -  No final da sessão do Pleno do Tribunal de Justiça do Amazonas nesta terça-feira a desembargadora Maria das Graças Pessoa Figueiredo  revelou a existência do pagamento pelo TJ de duas aposentadorias a servidores comissionados. A revelação ocorreu depois de  o presidente da Corte, desembargador João Simões, negar o pagamento da pensão da viúva do motorista da magistrada, Pedro Paulo Vieira Tavares, 36 anos, morto com dois tiros no dia 5 de janeiro deste ano dentro de uma lavanderia na rua Pará, bairro Vieiralves.

Graça Figueiredo questionou o fato de o Tribunal de Justiça pagar pensão aos servidores comissionados Clóvis Oliveira Paz, aposentado pelo Pleno do Tribunal, dia 9 de junho de 2004 e  à Samira Costa, que ganhou o beneficio em 25 de agosto de 2005.

A desembargadora  disse que resolveu levar o caso da viúva, Adriana Tavares, grávida e mãe de quatro filhos, ao Pleno, para tentar fazer com que o motorista que ocupava o cargo comissionado fosse beneficiado assim como os outros dois servidores que não eram efetivos e conseguiram o benefício.

João Simões disse que realmente existem dois servidores, que apesar de não serem efetivos, foram beneficiados com a pensão, mas o fato ocorreu há tempos e não na sua administração.

“Não vou permanecer no erro. Não vou praticar o mesmo erro na minha administração”, declarou o presidente, afirmando que o Pleno da época decidiu e o Tribunal de Contas homologou.

O fato levou a discussão e o desembargador Mauro Bessa pediu a palavra e disse:  “Quantas aberrações tem passado neste Tribunal e o Ministério Público  fez vista grossa”, se referindo ao fato do MP  não ter recorrido à época da decisão do pagamento de benefícios a servidores que não eram efetivos.

O representante do Ministério Público  não gostou e garantiu que já solicitou a documentação a Graça Figueiredo, para ingressar com uma ação.  “Para nós não importa nome ou sobrenome”,disparou o procurador José Hamilton Saraiva.

Ao falar do assunto, o desembargador Wilson Barroso  disparou: “já vi  até boi voar”.
 

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