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Testemunhas prestam depoimento no julgamento dos réus do caso Belota

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A 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus iniciou na manhã desta quinta-feira sob presidência da juíza titular Mirza Telma de Oliveira Cunha a sessão de julgamento dos três réus do chamado “caso Belota”: Jimmy Robert de Queiroz Brito, Rodrigo de Moraes Alves e Ruan Pablo Bruno Cláudio Magalhães.

Eles são acusados do homicídio da servidora pública federal Maria Gracilene Belota, sua filha Gabriela Belota e do irmão da servidora, Roberbal Roberto Brito, que foram encontrados mortos em suas residências, em 22 de janeiro deste ano. Os crimes teriam sido organizados por Jimmy e cometidos por Rodrigo, com o auxílio de Bruno.

Antes da chamada dos jurados, os advogados Josemar Berçot Rodrigues, Josemar Berçot Rodrigues Júnior e Diego Marcelo Padilha Gonçalves, que atuavam na defesa do réu Jimmy Robert, requereram os desmembramento do processo e o adiamento da sessão, alegando que não tiveram amplo acesso ao acusado na prisão e que não teriam condição de fazer uma defesa técnica.

Com parecer contrário do promotor Carlos Fábio Monteiro, que qualificou o pedido como “estratégia pequena da defesa”, e tendo negado o pedido por parte da magistrada, os três advogados se retiraram do plenário, argumentando cerceamento da defesa.

Diante da conduta, a juíza anunciou que tomaria medidas legais e nomeou o defensor público Antônio Ederval de Lima, que já atuava no caso defendendo o réu Ruan Pablo Bruno Cláudio Magalhães, para a defesa do réu Jimmy Robert Brito.

Após 50 minutos de conversa reservada com o defensor público e também com um dos advogados, Jimmy foi questionado se aceitaria a nomeação, mas ele negou. Como o réu já havia sido assistido por advogado até a fase da pronúncia e constituído outros advogados que o assistiam até então, a juíza nomeou Mário Jorge Reis Vítor como seu defensor dativo.

Logo em seguida, com a presença dos réus e advogados, a juíza Mirza Telma declarou aberto o julgamento para formar o Conselho de Sentença, com sete pessoas responsáveis por julgar se os réus são ou não culpados pelos crimes de homicídio, estupro de Gabriela, entre outros.

Depoimentos

Pela manhã, os primeiros a prestarem depoimento foram as testemunhas de acusação: o policial civil Marcelo Saturnino Maricaua e as empregadas domésticas Maria Nizia Vitor de Amorim e Vergilina Garcia Farias.

O policial civil fez parte da equipe que esteve no condomínio em que mãe e filha foram encontradas, onde conversou com moradores e soube da existência do namorado de Jimmy, o acusado Rodrigo. Foi lá também que soube do outro homicídio, que poderia ter ligação com esses.

A testemunha Maria Nizia disse que trabalhava na casa de Roberbal Roberto Brito havia oito anos e foi quem encontrou a vítima, depois de perceber que ele não acordava e não respondia aos seus chamados.

A terceira testemunha da acusação, Vergilina Garcia Farias, que trabalhava há 19 anos na residência da servidora pública Maria Gracilene, foi a primeira pessoa a chegar na casa das vítimas pela manhã e as encontrou. Ela contou que no dia anterior havia recebido um telefonema de Jimmy perguntando se Gabriela estava em casa. Jimmy já havia morado no local, assim como sua mãe, que havia sido hospedada lá por um período enquanto passava por tratamento de saúde antes de morrer.

Na sequência, foram ouvidas as testemunhas de defesa e o interrogatório dos réus começou no início da tarde. Depois disso, serão iniciados os debates entre acusação e defesa. Os jurados analisarão e votarão a culpabilidade dos acusados e, em caso de condenação, a juíza dosará a pena. Ainda não há previsão de horário para encerramento do julgamento.

As dependências do Plenário ficaram lotadas, com a presença de parentes das vítimas, estudantes de Direito e interessados no caso. A imprensa acompanhou todos os momentos do julgamento.

 

 

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