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Terra indígena ao Sul do Amazonas é alvo de exploração ilegal de madeira

Terra indígena ao Sul do Amazonas é alvo de exploração ilegal de madeira
Terra indígena ao Sul do Amazonas é alvo de exploração ilegal de madeira

Manaus/AM - Um levantamento mostrou que mais de 12 mil árvores adultas foram derrubadas na Terra Indígena (TI) Jacareúba-Katawixi, situada ao Sul do Estado, índice que é cerca de 209% a mais do que no ano anterior, segndo dados do Prodes/Inpe, que monitora desmatamento por satélites.

Mapa da MapBiomas e Planet mostra novo ramal ilegal na Terra Indígena Jacareúba Katawixi, no AM - Imagem: Divulgação Isa

A denúncia foi feita pelo Instituto Socioambiental (ISA), destacando essas terras, com a presença de povos indígenas isolados mais ameaçadas do país, têm sua proteção negligenciada há um ano pela Fundação Nacional do Índio (Funai), sem qualquer justificativa formal. Há um ano não foi renovada a portaria de restrição de acesso à área. 

Além do crescimento expressivo do desmatamento, outra constatação alarmante foi evidenciada no levantamento realizado via imagens de satélite: uma nova frente de extração ilegal de madeira no interior da TI Jacareúba-Katawixi, que é sobreposta quase integralmente (96% do território) pelo Parque Nacional Mapinguari, criado em 2008.

A área, localizada nos municípios de Canutama e Lábrea (AM), faz parte de um importante mosaico de Áreas Protegidas, com uma diversidade de povos indígenas, populações tradicionais e ecossistemas florestais preservados. 

Os dados obtidos através do sistema de monitoramento autônomo do Isa Sistema de Indicação por Radar de Desmatamento (Sirad), comprovam que o aumento do desmatamento pode estar associado com a expectativa dos invasores sobre a não renovação da Portaria de Restrição de Uso — mecanismo de proteção legal de grupos indígenas isolados.

De acordo com Isa, entre agosto de 2021 e setembro de 2022, o território registrou mais 21,9 hectares em novos desmatamentos, o que representa mais de 12 mil árvores adultas derrubadas.

O dados revelam a existência de uma invasão contínua do território para exploração ilegal de madeira sem qualquer ação do Estado para contê-la.

Para a assessora jurídica do Isa, Juliana Batista, a falta de medidas enfáticas para a proteção territorial das terras com a presença de indígenas em isolamento sujeita estes povos a ataques, contatos forçados, insegurança alimentar e uma série de outras ameaças que podem ser fatais para a sua sobrevivência física e cultural desses povos.

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