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Tenente promovido a capitão depois do assassinato de colega de farda vai a julgamento

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O capitão da Polícia Militar, Pedro César da Silva Moreira, irá sentar no banco dos réus da 1ª Vara do Tribunal do Júri. A juíza Eline Paixão e Silva Gurgel do Amaral Pinto, aceitou na quarta-feira passada a denúncia contra o policial pelo assassinato da PM Leidynina Luciane da Silva Araújo.

Superado o conflito de competência, levantado pelo juiz da Auditoria Militar, e tendo o Tribunal de Justiça do Amazonas  decidido que cabe a 1ª Vara do Tribunal do Júri  julgar o processo, a juíza disse que na peça acusatória existe a presença de todos os requisitos constando a exposição do fato criminoso cometido por Pedro Moreira.

"Além disso, não existe qualquer motivo aparente para rejeitar a deúncia, uma vez que estão preenchidos os pressupostos processuais e condições
da ação, bem como, há indícios suficientes de autoria e materialidade da prática delitiva afirma a magistrada.

Entenda o crime

A policial militar Leidynina Luciane Silva de Araújo, 19, foi morta com um tiro de pistola PT 40 (de exclusivo da PM e PC) no dia 5 de março de 2010, no segundo andar do residencial Carol II, localizado na rua 1ª de Abril, bairro da Betânia, Zona Sul.

A policial assassinada teria sido vítima do namorado, à época tenente e hoje capitão da Polícia Militar, Pedro Moreira, que a principio alegou ter sido suicídio a morte da namorada, mas ano passado na reconstituição do crime, a pedido do delegado Mariolino Brito, a versão do oficial caiu por terra e ele acabou indiciado por homicídio.

Família satisfeita

A decisão da juíza deixou a mãe da vítima,  Maria Hilda da Silva Lima, satisfeita. Hilda  desde o dia 5 de março do ano passado começou uma verdadeira peregrinação para provar que sua filha não cometeu suicídio, mas foi morta por Pedro Moreira.

“Com a morte de minha filha acabei também perdendo meu esposo que morreu dia 31 de janeiro do ano passado". Hilda diz que o marido ficou  muito amargurado com a morte da filha e essa seria uma das causas do seu falecimento.  

Maria Hilda  reclama que o  corpo da filha foi levado ao IML e mesmo na funerária quando a embalsamaram não teve acesso para ver o corpo dela, "só a vimos dentro do caixão já arrumada e maquiada”, disse, afirmando que pediu a exumação corpo, mas o promotor  do caso não permitiu.

Maria Hilda disse ainda  que pelo menos na Justiça comum algo começa a ser feito porque na Polícia Militar até hoje não houve sequer uma advertência ao acusado. “Pelo contrário, o Pedro ainda foi promovido a capitão e   ganhou como prêmio o  comando da companhia em São Gabriel da Cachoeira”, revelou revoltada.

De acordo com ela, por várias vezes tentou conversar com o ex-comandante da PM, coronel Dan Câmara, mas nunca foi recebida.

“Não vou parar. Espero que esse novo comandante tome uma providência com relação a esse crime. No outro comando punição mesmo só para soldados, cabos e sargentos, oficial jamais”, garantiu.

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