
Os temas centrais que serão abordados na 6ª edição do Fórum Mundial de Ciência, a ser realizado no Brasil, em novembro de 2013, serão “Educação em Ciência”, “Difusão e Acesso aos conhecimentos einteresse social”, “Ética na Ciência” e Ciência para o Desenvolvimento Sustentável e Inclusivo”.
Os temas foram apresentados pelo secretário executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação, Luiz Antônio Elias, durante os trabalhos da 65ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, no Centro de Tecnologia e Geociências da Universidade Federal de Pernambuco. O evento contou com a participação do presidente da Academia Brasileira de Ciência, Jacob Palis, e da presidente da SBPC, Helena Nader.
O secretário executivo do MCTI esclareceu a importância de trazer o evento para Brasil. “Serão abordados temas que possam ser colocados em discussão para o progresso de acesso ao conhecimento e para discutir a posição da ciência como elemento construtivo. Não queremos que seja apenas mais um evento científico, mas que gere bons resultados para o cenário latino-americano e que auxilie na correção das desigualdades”, disse.

Elias salientou que os investimentos em Educação e Ciência são fundamentais para o desenvolvimento de qualquer país e no Brasil não é diferente. “Reforço dois pontos fundamentais para a competitividade no mercado internacional: o investimento na educação e na ciência básica. É necessário interligar as universidades e atrair cérebros que agreguem e venham somar”, destacou.
O secretário também explicou que, para trazer o evento para o Brasil, houve articulação entre os países latino-americanos e instituições brasileiras de ciência, o que resultou em um manifesto apresentado em 2009, em Budapeste.
“Aglutinamos as principais instituições no Brasil. A SBPC e a ABC foram as centrais, mas houve um conjunto de outras instituições parceiras, uma rede construída que se voltou para o mesmo objetivo, que era o de trazer o Fórum. Além disso, foi feito um trabalho de cooperação internacional muito forte, com os países latino-americanos, em especial, os da América do Sul, tendo a participação significativa da Unesco. Todo esse trabalho foi condensado num manifesto apresentado na edição 2009 do Fórum, em Budapeste, na Hungria”, lembrou.
O presidente da ABC falou que o evento será uma oportunidade de fazer cooperação entre os países. “Não é apenas mais um encontro, espera-se soluções para o futuro. Essa é uma oportunidade importante para nós, para fazermos uma cooperação para futuro que pode ser boa para todos”, destacou Palis.
Desde que foi criado, há mais de dez anos, pela primeira vez o Fórum Mundial de Ciência será realizado fora da Europa. O Brasil sediará em novembro, no Rio de Janeiro, a 6ª edição do evento, que reúne mais de 300 academias científicas mundiais. A temática norteadora desta edição será a ‘Ciência para o Desenvolvimento Global Sustentável’.

