Manaus/AM – A presidente do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), conselheira Yara Amazônia Lins, anunciou nesta terça-feira (12), a realização de um curso voltado a gestores do Estado para orientar sobre o processo de prestação de contas.
“Em janeiro faremos um curso de orientação para todos os gestores, dando ênfase ao prazo, para não haver necessidade de aplicar sanção aos gestores. O curso será uma espécie de preparatório para todos os gestores, não só de Manaus, mas também dos demais municípios do Amazonas”, disse a conselheira-presidente durante entrevistas às rádios Difusora e BandNews.
A presidente frisou a necessidade de promover um controle pedagógico mais eficaz, priorizando a orientação para que não haja a necessidade de punir, beneficiando a administração pública e a sociedade.
“Vamos oferecer mais facilidade aos gestores, orientando e ensinando. O Tribunal não é só punitivo, mas também pedagógico. Queremos que o gestor treine seus funcionários, e vamos ser presentes, concomitantes e pedagógicos”, completou a conselheira Yara Amazônia Lins.
Teleauditoria e gestão feminina
Outro compromisso firmado desde a posse é a reativação da teleauditoria, ferramenta focada no acompanhamento fiscalizatório à distância, proporcionando maior celeridade e economia aos gastos públicos.
“É muito difícil o deslocamento do gestor, para que ele esteja em Manaus com frequência. A teleauditoria permite que tire dúvidas, consulte, e faça um bom trabalho lá no interior, evitando multas e danos à administração pública. O gestor poderá ter os esclarecimentos para que o Tribunal haja, também, na área pedagógica, e não somente na área punitiva”, afirmou a presidente do Tribunal.
Outro ponto debatido foi a gestão feminina representada com a chegada da conselheira à presidência da Corte pela segunda vez. Única mulher entre os conselheiros e primeira presidente do TCE-AM, Yara Amazônia Lins destacou o zelo em gestões femininas, que de forma inédita, ocupam os cargos de direção em três dos principais órgãos públicos do Amazonas (Ministério Público de Contas, Tribunal de Justiça, e TCE-AM).
“É um cenário bom e difícil. As mulheres são exigentes, trabalham com determinação, fazem mil coisas ao mesmo tempo. A mulher quer tudo bem feito, tem um olho clínico, olha ao redor e vê tudo. Dizemos que a mulher é carinhosa, mas ao mesmo tempo rígida. Acredito que o órgão dirigido por uma mulher, é um órgão feliz”, disse a conselheira-presidente, fazendo referência às gestões femininas nos órgãos do Amazonas.



