Manaus/AM - O Amazonas receberá do Ministério da Saúde (MS) mais 50 mil doses extras da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba. O reforço foi solicitado pela Secretaria de Estado de Saúde (Susam) e deixará o Amazonas com estoque de 110 mil doses da vacina.
Balanço da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), divulgado nesta quarta-feira (14), aponta que há 17 casos suspeitos de sarampo, em investigação em Manaus. Uma equipe do MS está em Manaus para acompanhar os casos. Uma estratégia especial foi elaborada pela Susam para prevenção, controle e tratamento dos casos suspeitos.
“O Amazonas não registra casos de sarampo há 18 anos e, por isso, iniciamos o trabalho de vigilância epidemiológica, após a primeira notificação da doença no estado vizinho de Roraima. Por meio da FVS, trabalhamos com orientação para toda a rede de saúde, tanto pública como privada, no sentido de fazer o mais precocemente a captação de casos considerados suspeitos de sarampo. Além disso, solicitamos reforço no estoque vacinal, para garantir a proteção da população”, declarou o secretário estadual de Saúde, Francisco Deodato.
Intensificação da vacinação - A prevenção e vigilância epidemiológica está sendo reforçada na capital e na Região Metropolitana de Manaus. Entre as medidas imediatas está a intensificação da vacinação pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). Em ação conjunta entre Estado e Prefeitura, será feita uma varredura nas áreas onde os casos foram identificados, com vacinação de casa em casa. Será realizado, também, um trabalho de orientação nas creches e escolas da região.
As doses extras da vacina que vão reforçar o estoque estadual atenderão a todos os 61 municípios do interior e capital. A previsão é de que o novo lote chegue no início da próxima semana.
Com a notificação de casos suspeitos da doença em Manaus, a Susam dispobilizou 30 mil doses da vacina para a Semsa, responsável pelas ações de imunização. De acordo com o MS, a primeira dose da vacina Tríplice Viral deve ser aplicada aos doze meses de idade. Uma segunda dose, com a Tetraviral, deve ser aplicada aos 15 meses de idade. Na faixa-etária de 02 a 29 anos, recomenda-se administrar duas doses da Tríplice Viral e, de 30 a 49 anos, uma dose da Tríplice Viral, para quem não tiver comprovante de vacinação.

