Manaus/AM - A fim de garantir a normalidade nos serviços do Hospital Universitário Francisca Mendes (HUFM), a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) anunciou nesta terça-feira (26) que vai prorrogar por mais seis meses o contrato com a Fundação de Apoio Institucional Rio Solimões (Unisol) para a gestão da unidade. O último termo aditivo de junho de 2019 do contrato 061/2014 encerra no dia 4 de dezembro, mas pode ser prorrogado por um ano, restando, portanto, ainda seis meses.
“Estamos, com isso, garantindo a normalidade no funcionamento da unidade, sem prejuízo aos serviços essenciais, enquanto caminhamos para um novo modelo de gestão”, disse o secretário estadual de Saúde, Rodrigo Tobias.
Segundo Rodrigo Tobias, o Estado está trabalhando com algumas possibilidades de modelo de gestão, sendo uma delas a Organização Social (OS), tipo de associação privada, com personalidade jurídica, sem fins lucrativos, que recebe subvenção do Estado para prestar serviços de relevante interesse público e que vem se mostrando eficiente na área de saúde.
“Vamos precisar desse tempo de transição em razão da definição do novo modelo e da necessidade de continuidade do serviço essencial prestado pelo hospital, para que não gere maiores prejuízos aos usuários e à administração pública. Nesse período, o hospital funcionará com gestão compartilhada de transição”, disse o secretário.
É o período necessário, conforme explica, para que a Fundação Unisol também resolva as pendências com fornecedores e com seus funcionários, tudo com o acompanhamento da Susam. Desde outubro, a Secretaria está com uma comissão de servidores atuando na unidade e preparou relatório com levantamento minucioso sobre os contratos e situação da mão de obra do hospital, hoje praticamente toda terceirizada.
Sobre a ameaça de paralisação de alguns serviços na unidade, o secretário de Saúde disse esperar que a decisão de prorrogação por seis meses do contrato com a Fundação Unisol traga tranquilidade a todos os fornecedores, incluindo a Socceam, que anunciou parar cirurgias eletivas. “Cirurgias de emergência não estão sendo afetadas, mas queremos garantir a integralidade no atendimento, sem impacto para os usuários. Por isso, estamos conversando com a cooperativa, que deverá normalizar seus serviços”, disse.

