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Susam pretende zerar fila de tratamento do Pé Torto Congênito

Em 5 anos

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Susam pretende zerar fila de tratamento do Pé Torto Congênito
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Manaus/AM - A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) lançou o projeto que transformará o Instituto de Saúde da Criança do Amazonas (Icam) em referência no tratamento do Pé Torto Congênito. A iniciativa contará com um curso de especialização para profissionais de diferentes áreas interessados pelo tema e tem como meta zerar a fila de tratamento de casos em cinco anos. Caracterizado como uma má formação que faz com que o bebê nasça com os pés torcidos ou invertidos, o problema atinge, em média, 16 crianças a cada mil nascidas vivas. 

De acordo com o secretário de Estado de Saúde, Francisco Deodato, além do atendimento aos pacientes, o Icam vai oferecer uma especialização na área aos servidores do instituto. O curso terá duração de 18 meses e será multidisciplinar, ou seja, aberto a profissionais de diferentes áreas da saúde, como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, entre outros.

A meta, de acordo com o médico, é zerar a fila de tratamento do Pé Torto Congênito em cinco anos. "Antes deste projeto, fizemos trabalho de trauma ortopédico pediátrico e em quatro anos conseguimos zerar a fila de pacientes que aguardavam por aquele tipo de cirurgia. Hoje podemos dizer que, em pelo menos 15 dias, a criança é operada no Estado do Amazonas. O trabalho não é rápido. Precisamos de um tempo e de pessoas interessadas no projeto, que serão capacitadas aqui", salientou.

Deformidade - O ortopedista explicou que o Pé Torto Congênito é uma deformidade que envolve ossos, músculos, tendões e vasos sanguíneos. Existem vários tipos de pés tortos congênitos, com diferentes graus de deformidade e diferentes mecanismos de correção e cura. 

Tratamento - Paulo Su explica que há duas formas para tratar o Pé Torto. A primeira é por meio de uma técnica de manipulação gessada, conhecida como método de Ponseti. Este método consiste em colocar o gesso até a base da coxa, e o pé é posicionado dentro do gesso. As trocas gessadas são realizadas, em média, a cada sete dias.

O outro método, segundo Paulo Su, é o cirúrgico. Segundo o ortopedista, esta alternativa só é considerada quando o tratamento mais conservador (com gesso) não surtir efeito.

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